KPMG: mercados de alto crescimento desaceleram fusões

Para consultoria, 81 operações e avanço de 59% faz do Brasil ponto fora da curva

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Negócios de mercados de alto crescimento atingem o nível mais baixo em sete anos, com 976 aquisições feitas nos últimos seis meses, resultado ligeiramente superior aos 936 do segundo semestre de 2005, de acordo com pesquisa da KPMG Internacional.

"Os últimos números mostram que a desaceleração em fusões e aquisições não é só um problema dos mercados maduros, mas afeta também mercados de alto crescimento. China e Japão são muito ativos em negócios realizados no exterior, e o Brasil é um alvo de aquisições favorecido, mas estes representam pontos fora da curva em um ambiente cada vez mais difícil", afirma em comunicado David Simpson, líder global de fusões e aquisições da KPMG.

Os números de negócios que a consultoria classifica como "H2H", ou seja, de mercados de alto crescimento realizados nessas localidades, caíram de 134 para 115 operações, enquanto o número de aquisições feitas por empresas de mercados desenvolvidos em países de alto crescimento ("D2H") atingiu 68%, o nível mais baixo desde 2005. Já os negócios de mercados de alto crescimento realizados em mercados desenvolvidos ("H2D") permaneceram em 20%, nível equivalente ao de 2006.

O volume de negócios do tipo "D2H" no Brasil chegou a 81 operações, um avanço de 59% sobre os seis meses anteriores, ao mesmo tempo em que houve somente duas aquisições brasileiras em mercados desenvolvidos ("H2D") no mesmo período, o número mais baixo desde 2006.

O estudo aponta também que os negociadores mais ativos são os norte-americanos, que responderam por 16% de todos os negócios em países de alto crescimento ("D2H"). O Reino Unido registrou queda de 72 para 51 no volume de negócios desse tipo no exterior.

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