Do Brasil, Basf faz pesquisa para o mundo todo

Laboratório recebeu R$ 5 milhões em investimento desde que foi inaugurado, há cinco anos. Existem apenas outros dois no mundo

Brasil Econômico - Gabriel Ferreira |

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O crescimento do mercado agrícola no Brasil tem aumentado cada vez mais a importância do país para a unidade de Proteção de Cultivos da Basf. Responsável pela pesquisa e desenvolvimento de defensivos agrícolas, a unidade tem no Brasil um de seus três Laboratórios Globais de Estudos Ambientais e Segurança Alimentar, chamados de Gencs. Responsáveis pela avaliação de resíduos químicos em alimentos e pelos estudos de impacto ambiental, além do laboratório brasileiro existem unidades na Alemanha e nos Estados Unidos, os dois mercados mais importantes da Basf. “Ter uma unidade dessas aqui é um dos maiores símbolos da importância que a agricultura brasileira tem ganhado dentro da empresa”, disse, ao BRASIL ECONÔMICO José Eduardo Vieira, gerente da Unidade de Proteção de Cultivos da Basf na América Latina.

Localizado na cidade paulista de Guaratinguetá, o laboratório brasileiro recebe hoje executivos da empresa, autoridades e parceiros comerciais da Basf para comemorar o quinto aniversário. Desde que foi inaugurado, o laboratório recebeu R$ 5 milhões em investimentos. “No início do laboratório fazíamos cerca de 90 pesquisas por ano, hoje temos capacidade de fazer cerca de 200”, afirma Vieira. A maior parte dos investimentos foi aplicada na melhoria de processos e aquisição de equipamentos de alta tecnologia. “Nesse setor, não precisamos aumentar muito o número de funcionários ou a área física para dar grandes saltos de produção”, diz o executivo.

Para os próximos anos, tanto os investimentos como a quantidade de pesquisas realizadas no laboratório devem crescer. “Já no ano que vem, devemos aumentar o número de pesquisas realizadas em 20%”, afirma Renata Magale, gerente de Departamento do Gencs. Para isso, tecnologia de ponta e melhoria de infraestrutura processos seguem no centro das atenções.

Hoje, a unidade de defensivos agrícolas concentra 26% dos investimentos globais da Basf em pesquisa e desenvolvimento. Este ano, o valor total investido em pesquisas na área será de ¤ 412 milhões.

Pesquisa internacional

Segundo a empresa, o aumento da atenção ao laboratório de Guaratinguetá não está relacionado exclusivamente ao crescimento da agricultura brasileira. Por ser uma das únicas no mundo, a unidade do país presta serviços para praticamente todas as subsidiárias da Basf, mesmo para os países que também tenham laboratórios. “Nossas pesquisas são utilizadas para dar suporte ao registro de novos produtos em diversos países. Até para a China já realizados estudos”, diz Vieira.

Com o crescimento mundial da demanda por produtos do setor agrícola e da maior exigência por qualidade, resultado da preocupação crescente sobre os efeitos que o excesso de defensivos agrícolas pode trazer à saúde humana, os pedidos de pesquisa ao laboratório de Guaratinguetá têm crescido rapidamente. “A exigência dos países consumidores tem aumentando e a regulação nos produtores também”, afirma Vieira.

No mundo todo, a unidade de proteção de cultivos da Basf faturou ¤ 4,1 bilhões. No Brasil, a unidade trabalha com a venda de produtos como fungicidas, herbicidas e sementes tratadas para obter melhor performance.

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