Avianca aguarda TAP e acelera investimento no país

Nomes das companhias que disputarão aérea portuguesa devem sair no fim do mês

Brasil Econômico - Gabriela Murno, de Maceió |

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Os ares são de expectativa no Synergy Group, holding que detém o controle da Avianca. O grupo aguarda a publicação da “short list”, ou seja, dos nomes das companhias que disputarão o controle da companhia aérea portuguesa Tap, que entrou no processo de privatização do governo local e cuja venda é estimada em cerca de ¤ 500 milhões.

“Não há data para a finalização do processo, mas aparentemente nossa proposta foi bem aceita (pelo governo português). Acredito que até o fim do mês sejam anunciadas as empresas que vão para a segunda etapa da oferta”, afirmou Germán Efromovich, presidente do Synergy e também da Avianca Brasil e Avianca Colômbia.

O empresário preferiu não dar detalhes sobre o andamento do processo. Mas fontes de mercado apontam que grandes companhias europeias como a Air France-KLM, Lufthansa e a IAG (controladora da British Airways e da Iberia) não fizeram propostas pela Tap até o fim da semana passada. Culpa, em grande parte, dos pesados efeitos da crise no continente sobre seus balanços financeiros

Nos bastidores da Tap é evidente a predileção pela proposta brasileira, de acordo com fontes ligadas ao processo. Algumas dessas pessoas apontam, inclusive, que a empresa de Efromovich é a única candidata ao posto de nova dona da Tap. É que caso o Synergy Group vença o certame, é grande a chance de manter os voos atuais entre o Brasil e Portugal — ao passo que uma vitória de uma das gigantes europeias significaria o corte de rotas sobrepostas. “É a entrada da Avianca na Europa”, apontam especialistas do setor.

No primeiro semestre, a Tap teve prejuízo de ¤ 140 milhões.

Investimentos brasileiros

Enquanto aguarda a decisão do governo português sobre a venda da Tap, o grupo acelera os investimentos no Brasil. Ainda neste mês, a companhia receberá três novos aviões — dois A320 e outro A318, todos da Airbus — para ampliar o número de rotas e atender à crescente demanda. Ontem, a companhia inaugurou a rota que liga São Paulo à Maceió.

Para acompanhar a expansão das atividades da companhia, foi necessário aumentar em 8% os investimentos de R$ 2,7 bilhões previstos no período entre 2010 a 2015. A Avianca vai fechar o ano com uma frota de 34 aparelhos, 10 freqüências na ponte aérea Rio-São Paulo, 200 voos diários e espera transportar 5,2 milhões de passageiros.

“Praticamente triplicamos o nosso número de passageiros transportados. Em 2009, eram 1,7 milhão. Triplicamos também nossas receitas”, afirmou Efromovich.

Segundo dados da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), a Avianca tem taxa de ocupação de seus voos de 78,34%, acima da média da aviação nacional, que é de 71,47%. n A jornalista viajou a convite da Avianca.

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