Empresas devem ‘cavar’ negócios

Empresários poderão garimpar negócios não só no Rio, mas nos 176 centros de treinamento espalhados em 18 Estados; além disso, haverá 204 comitês olímpicos

Brasil Econômico - Juliana Garçon |

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A visita do presidente do Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016, Carlos Arthur Nuzman, à Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), ontem, rendeu a criação de um grupo de trabalho para radiografar as necessidades dos eventos. A partir daí, os empresários precisarão cavar as oportunidades de negócios.

Nuzman fez uma apresentação a cem empresários da construção civil para “dar uma dimensão” da estrutura que suporta uma Olimpíada.

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Saiu dizendo que os preparativos vem cumprindo o cronograma. “Todos os governos estão fazendo a sua parte, e as obras estão dentro do padrão esperado”, afirmou.

Mas José Carlos de Oliveira Lima, presidente do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consig) da Fiesp e vice-presidente da federação, discordou. “A questão de mobilidade urbana está atrasada, assim como os aeroportos e a rede hoteleira. Temos de começar a trabalhar o quanto antes. Quanto mais perto dos jogos, mais caras as obras ficarão, e isso a gente não quer. O que nós queremos é um projeto”, frisou.

Segundo ele, a demanda surpreendeu a todos. “O governo e a iniciativa privada não estavam organizados para uma construção rápida de habitações. Necessitamos de mais tecnologia e funding — a verba da Caixa Econômica Federal não será suficiente após 2016. É uma preocupação a estrutura econômica na cadeia da construção”, disse. “Houve uma acomodação estrutural, neste ano, no Minha Casa Minha Vida e na mobilidade urbana de maneira geral.”

Ainda de acordo com ele, os custos na construção não devem representar problema. “O custo está abaixo da inflação.”

Nuzman disse ainda que há espaço para ganhos nos setores de segurança, ambiente, materiais, projetos e mão de obra. Os empresários poderão garimpar negócios não só no Rio, frisou, mas nos 176 centros de treinamento espalhados em 18 estados — 106 estão no Sudeste. Além disso, haverá 204 comitês olímpicos.

Insumos e equipamentos

Para fornecedores de insumos e equipamentos, a dica é ficar de olho no portal de suprimentos do Comitê, que deverá ser lançado em dois meses. Na página, serão informados os documentos requeridos de fornecedores, os padrões de qualidade e outras exigências. (Colaborou Diogo D’Ávila, do Marca)

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