Governos da Europa correm para salvar fusão bilionária entre EADS e BAE

Planos da controladora da Airbus e da empresa de defesa britânica BAE Systems para criar a maior companhia de defesa e aeroespacial do mundo têm que superar uma série de preocupações políticas sobre segurança e empregos

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Grã-Bretanha, França e Alemanha retomaram as negociações nesta segunda-feira para tentar evitar que uma discordância sobre as participações estatais destruam a proposta de fusão entre as companhias do setor aeroespacial EADS e a BAE.

Com pouco mais de dois dias até o prazo de 13h (horário de Brasília) de quarta-feira estabelecido pelo Reino Unido, o objetivo é fazer progresso suficiente sobre a questão central das discussões para permitir que o presidente-executivo da BAE, Ian King, e seu colega na franco-alemã EADS, Tom Enders, peçam uma prorrogação.

A Invesco Perpetual, principal investidor da BAE, divulgou uma longa lista de objeções ao acordo de fusão de US$45 bilhões.

A companhia, que possui 13,3% do grupo de defesa, demonstrou preocupações sobre interferência estatal e falta de racional estratégico, além de um impacto negativo na presença da empresa britânica nos Estados Unidos.

Os planos da controladora da Airbus e da empresa de defesa britânica BAE Systems para criar a maior companhia de defesa e aeroespacial do mundo têm que superar uma série de preocupações políticas sobre segurança e empregos.

"Se eles não conseguirem resolver a questão das participações, então provavelmente eles vão precisar de mais tempo para resolver outros pontos como sede, diretoria e outras questões", disse um diplomata que acompanha as negociações.

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