Etanol pode salvar mercado de gasolina, diz Graça Foster

Presidenta da Petrobras espera recuperação do setor sucroalcooleiro para diminuir gastos com a importação de combustível

Vinícius Oliveira , iG São Paulo |

A melhor solução para o mercado de gasolina brasileiro está no etanol, disse a presidenta da Petrobras Maria das Graças Foster em evento da revista britânica "The Economist" realizado em São Paulo. De acordo com a executiva, uma maior produção do biocombustível e seu aumento para 25% na mistura com a gasolina diminuiria a importação o prejuízo relativo da indústria canavieira. "Gostaria muito de ver a volta do etanol", disse.

Após a queda da produção de petróleo em agosto, Graça Foster prevê a retomada para 2 milhões de barris diários entre os meses de novembro e dezembro deste ano. A Petrobras se apoia no menor número de interrupções em plataformas e no crescimento da produção no navio-plataforma Cidade Anchieta, classificada de "fantástico", no campo de Baleia Azul, que foi inaugurado no início de setembro, na Bacia de Campos, no Rio de Janeiro.

Ainda assim, Graça lamenta a parada no campo de Frade, palco do acidente da Chevron no ano passado, que diminui em 15 mil barris a capacidade de produção diária.

Graça Foster diz que todas as sondas de perfuração contratadas até 2020 e que, até 2016, dever ter os equipamentos fabricados segundo as regras de conteúdo local.

Plano de desinvestimento

A presidenta da Petrobras também anunciou que nesta quarta-feira à noite o conselho da companhia aprovou o Prodesin, plano de desinvestimento que prevê a venda de ativos para reforço do caixa.

O programa deve atingir as instalações do Golfo do México, avaliadas em US$ 8 bilhões, conforme reportado pelo jornal britânico "Financial Times", mas a empresa mais uma vez não detalha valores nem o nome de possíveis interessados.

Novas plataformas e refinarias

No prazo de 16 meses pelo menos mais cinco plataformas devem entrar funcionamento na Bacia de Campos, segundo Graça.

A Petrobras projeta demanda de 700 mil barris até 2020, "daqui a pouco", no Norte e Nordeste e que se pudesse "usaria varinha mágica para terminar em até cinco anos" as refinarias de Abreu e Lima e Premium I (Maranhão) e Premium II (Ceará), que podem acrescentar mais 200 mil barris.

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