Após investir no Brasil, Lenovo anuncia primeira fábrica nos EUA

Investimento faz parte da estratégia da chinesa para ultrapassar a HP e se tornar líder mundial em PCs

Carolina Pereira e Brasil Econômico | - Atualizada às

Brasil Econômico

A chinesa Lenovo, segunda maior fabricante de PCs do mundo, anunciou ontem a abertura de sua primeira fábrica de computadores nos Estados Unidos, prevista para começar a operar em 2013. A linha de produção será instalada em Whitsett, na Carolina do Norte, e vai produzir PCs, laptops, tablets e servidores destinados ao mercado americano.

A empresa afirma que a nova fábrica deve criar 115 empregos, mas não revela o valor do investimento nos Estados Unidos. Em comunicado, o presidente mundial da empresa, Yuanqing Yang, disse que “a Lenovo está estabelecendo uma base de manufatura nos EUA pois acredita na força, em longo prazo, do mercado de PCs americano e em nossas próprias oportunidades de crescimento aqui”. Segundo ele, o anúncio faz parte da estratégia de estabelecer “raízes ainda mais profundas em cada um dos principais mercados" em que atua.

A empresa afirma que “a linha de produção americana é o maior investimento na agressiva estratégia da Lenovo de expandir suas capacidades de manufaturas locais pelo mundo”. Antes dos Estados Unidos, o último país a ser inserido nesta estratégia foi o Brasil.

A empresa anunciou, em julho, um investimento de R$ 100 milhões no país nos próximos cinco anos, sendo R$ 60 milhões direcionados para a criação de uma fábrica em Itu (SP), a primeira da chinesa no país. Em agosto, a empresa iniciou o recrutamento de 230 profissionais.

Além disso, para reforçar a presença no país a empresa também fechou a compra da brasileira CCE por R$ 300 milhões e dobrou sua participação no mercado nacional de PCs, chegando a 7%. Com isso, o objetivo é que as duas companhias, juntas, dobrem o market share em um período de três anos e atinjam a liderança no ranking de PCs no país.

Liderança

A expansão da presença nos Estados Unidos e Brasil fazem parte da estratégia da Lenovo para conseguir atingir a liderança no mercado mundial de computadores, que hoje é da concorrente HP. Os dois países estão entre os três maiores mercados de PCs do mundo, junto com o Japão, o que justifica o interesse da fabricante em crescer nestas regiões. Em entrevista ao BRASIL ECONÔMICO em agosto, o presidente da subsidiária da Lenovo no Brasil, Dan Stone, afirmou que para ser número um no mundo é preciso ser número um no Brasil.

E os números mostram que a empresa não está longe de atingir o objetivo de alcançar a liderança global. Em outubro do ano passado a fabricante ultrapassou a Dell em vendas e passou a ser a segunda empresa que mais vende computadores no mundo todo.

Desde então, a Lenovo vem encostando na rival em participação e, no segundo trimestre do ano, a diferença entre as duas chegou a 0,2%, segundo números do Gartner.

Ampliação

Além de mirar a liderança mundial em PCs, a Lenovo também tem ampliado seu portfólio para além dos computadores Com a compra da CCE, o Brasil será o primeiro, depois da China, a contemplar esta estratégia, oferecendo também outros produtos como TVs.

Com sua fábrica própria em Itu (SP), a chinesa pretende trazer outros itens de seu portfólio para o Brasil, mas ainda não há data definida para que isso aconteça. Na China, a empresa também entrou no mercado de smartphones e, no segundo trimestre, chegou a ultrapassar o iPhone, da Apple, em participação de mercado, garantindo o segundo lugar entre as fabricantes de celulares inteligentes, de acordo com o IDC.

Além disso, a chinesa prepara a abertura de centro de pesquisas no Brasil para adaptar os produtos mundiais da marca para o mercado local. O país será o quarto do mundo a receber um centro de desenvolvimento deste tipo, depois da China, Estados Unidos e Japão, mas ainda não há data ou local definido para o projeto.

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