Repaginado, Fusca estará novamente nas ruas do país

Modelo será lançado oficialmente em outubro e chega às lojas em novembro com ar de luxo e esportividade

Ana Paula Machado - Brasil Econômico |

A Volkswagen do Brasil relançou um ícone da marca, o Fusca. O carrinho, que foi símbolo de “pau para toda obra” — aquele que roda tanto na cidade como no campo — é agora símbolo de esportividade e luxo. O Fusca já não é mais o carro do povo. A montadora apresentou o modelo com direito à presença de atores globais e do queridinho do Brasil atualmente, o jogador do Santos e da Seleção Brasileira Neymar.

O Fusca chega em novembro e com motor 2.0 litros turbo e 200 cavalos de potência. Longe do motor 1.3 litros que o consagrou no país. Para se ter uma ideia, com esse novo conjunto mecânico o Fusca acelera de 0 a 100 km/h em apenas 7,3 segundos e alcance a velocidade máxima de 210 km/h.

Os amantes do modelo podem “torcer o nariz” para o novo carro, mas ele traz em suas linhas lembranças do bom e velho Fusca, que foi desenhado por nada menos que Ferdinand Porsche na década de 30. O desenho é mais parecido com o primeiro modelo e não com o New Beetle de 1998.

Aliás, em relação ao New Beetle de 1998, nada permaneceu igual, segundo a montadora. “O Fusca se caracteriza por uma clara e dominadora esportividade. Não tem apenas um perfil mais baixo: é mais largo, o capô dianteiro é mais longo, o para-brisa foi mais para trás, criando um novo dinamismo”, explicou o chefe de Design da marca Volkswagen, Klaus Bischoff Bischoff. A nova geração do Fusca, segundo ele, é mais dinâmica e mais masculina.

Fabricado em Puebla (México), o Fusca estreou mundialmente no Salão de Xangai, em abril de 2011, com o nome Beetle. Segundo a montadora, o carro será para o mercado global, mas terá a produção concentrada na fábrica mexicana. Para o público brasileiro, essa é uma boa notícia. Isso porque o Fusca vai entrar na cota de importação de veículos mexicanos da Volkswagen sem a incidência do Imposto de Importação e do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI).

“Hoje, a marca traz do México o Jetta e a versão perua, a Variant. Agora, o Fusca. Ainda não vamos informar o preço e o volume de vendas esperado, mas se contar o sucesso em outros mercados, as vendas no Brasil também serão interessantes”, disse o gerente de Marketing do Produto da Volks do Brasil, Henrique Sampaio.

O modelo já é vendido na Europa e nos Estados Unidos e segundo Sampaio, o carro é comercializado em um segmento superior à antiga versão. “É um carro de nicho e a procura está grande”, ressaltou o executivo.

Segundo ele, nessa nova era do Beetle, a Volkswagen deixou livre a escolha do nome do modelo, de acordo com o nome (ou apelido) que recebeu em cada mercado ao longo da sua história. Na França, por exemplo, o Beetle é chamado de ‘Coccinelle’. Na Itália, o modelo também resgatou o nome Maggiolino. No México, será Vocho, na Alemanha Kefer e na Espanha, Escarabajo.

O Fusca está entre os automóveis mais bem sucedidos de todos os tempos, com 21,5 milhões de unidades vendidas no mundo, das quais mais de 3 milhões no Brasil. No país, ele foi líder de vendas por 24 anos, sendo superado pelo Gol, também hatch da marca alemã.

A história do Fusca no Brasil se confunde com o início da indústria automotiva no país. Ele foi lançado por aqui em 1950, mas era importado da Alemanha. Em 1952, a Volkswagen decide começar a montagem em kits CKD em uma unidade que a montadora mantinha em São Paulo. Em 1959 é que a Volks iniciou a produção do carro no país com mais de 54% de nacionalização. Em 1994, ele voltou por pressão do presidente Itamar Franco e a versão durou pouco mais de dois anos.

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