Roberto Cavalli esnoba fundos de investimento e busca IPO

Grife italiana disse estar “concentrada em crescer” e descarta interessados em comprar suas atividades

Patrícia Nakamura - Brasil Econômico | - Atualizada às

LVMH, Hermès, Michael Kors... é cada vez maior a lista das grifes internacionais que buscam o mercado acionário para captar recursos. E esse poderoso rol deve ganhar, em breve, outro nome de peso.

A italiana Roberto Cavalli, conhecida por seus modelos sensuais e pelo uso recorrente de estampas animais em suas coleções, informou que a abertura de capital é uma “opção plausível ” e exclui, dessa forma, as negociações com uma fila grande de interessados em comprar a grife. A informação é do presidente da companhia, Gianluca Brozzetti, que participou, semana passada, em Londres, de um evento sobre o futuro do varejo de luxo. O executivo disse que ficou entusiasmado com as bem sucedidas operações de abertura de capital de marcas conterrâneas, como a Salvatore Ferragamo e Prada.

Ainda de acordo com Brozzetti, a Cavalli disse a interessados na marca que este “não era um bom momento para adquirir a marca”, que está concentrada apenas no crescimento de suas atividades.

“Os recentes negócios envolvendo grifes internacionais são um bom indício de que o mercado de moda é considerado um bom investimento”, disse Bronzzetti. Em julho, o Permira Group, fundo de investimento com sede no Qatar, comprou parte da Valentino por US$ 856 milhões.

O presidente da Roberto Cavalli minimizou temores de que o mercado de luxo deverá sofrer uma retração nos próximos anos. A inglesa Burberry disse no começo do mês que o lucro de seu ano fiscal deverá ser bem menor que o projetado no início de 2012 por conta da retração econômica na Europa.

“Nada de pânico. A projeção negativa feita por uma companhia não significa que todo o setor será afetado”, disse. “Estamos em uma indústria que está indo muito bem e uma certa desaceleração pode ser boa para os negócios. Afinal, é muito difícil sustentar por muito tempo um ritmo frenético de crescimento”.

A crise econômica europeia, de acordo com Bronzzetti, tem efeitos mais devastadores no Sul da Europa do que no resto do continente. “A Itália enfrenta um sério problema”, disse. “Temos que continuar em frente porque exportamos a maior parte de nossos produtos. É uma maneira nobre de levar nossa marca e nossa criatividade ao redor do mundo. (Com Bloomberg).

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