Habituada a diversificar, Kingston agora aposta no potencial do mercado de jogos

Empresa, dona de um faturamento global de US$ 6,5 bilhões, que ir além dos pen drives

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Há 23 anos morando fora do Brasil, uma das grandes satisfações de Carolina Maldonado quando visita o País é ouvir: "Você trabalha na empresa do pen drive?" Vice presidente para a América Latina da fabricante de memórias Kingston, Carolina foi uma das responsáveis por trazer o dispositivo para o mercado brasileiro. "Foi com o pen drive que a marca ficou conhecida do consumidor final. Até então, ela estava escondida dentro dos PCs", explica.

"Hoje, a memória flash - que, além de pen drives, é usada também em dispositivos como câmeras digitais e celulares - é o nosso maior mercado na América Latina."

Responsável por quase um quarto das vendas globais da Kingston, o pen drive sintetiza o requisito básico do trabalho da empresa e de seu setor: capacidade de se adaptar. Fundada em 1987 - quando os engenheiros taiwaneses John Tu e David Sun perderam todos os seus investimentos no crash da Bolsa de Valores de Nova York -, a Kingston começou sua história como fabricante de memória RAM (memória de acesso aleatório, da sigla em inglês), componente essencial nos computadores pessoais.

De lá pra cá, a empresa, dona de um faturamento global de US$ 6,5 bilhões, foi obrigada a diversificar seu negócio a cada novidade no mercado de tecnologia. "Fazemos um produto que é complementar. Por isso, precisamos acompanhar as indústrias e as palavras-chave do nosso negócio são flexibilidade e transformação", diz Carolina.

Foi no encalço das transformações tecnológicas que a Kingston passou a fabricar também cartões de memória, leitores de mídia, SSDs (dispositivos de armazenamento que ampliam infinitas vezes a velocidade de um computador e a segurança dos dados), além de uma série de outros produtos.

Diante de fenômenos como a queda nas vendas mundiais de PCs ou a explosão no uso de dispositivos móveis - como tablets, smartphones e câmeras digitais -, a alternativa da empresa foi entrar em novas áreas e se fortalecer em nichos de mercado.

A ascensão do armazenamento de dados na nuvem, por exemplo, fez a companhia investir em memórias para servidores(máquinas que suportam a nuvem) ou criar produtos "híbridos", como um pen drive que, além da memória física, oferece para o consumidor mais 2 gigabytes na nuvem da Kingston.

"Apesar de o volume de armazenamento de dados ser cada vez maior, essa indústria não pode parar de inovar, já que é um setor de margens espremidas", afirma Fernando Belfort, analista de mercado sênior da Frost & Sullivan para o mercado de Tecnologia na América Latina.

Mais desempenho

No Brasil, uma das apostas da companhia é investir nos produtos voltados para o público aficionado por jogos no computador. Como os games atuais têm exigido cada vez mais desempenho de hardware, a Kingston desenvolveu uma linha de memórias capaz de aumentar a velocidade e a capacidade dos computadores. Entre os produtos, estão memórias RAM, SSDs e pen drives.

"A linha foi lançada há dez anos, mas sem muita divulgação. Agora, com novos produtos e mais investimentos, esse é um dos nossos focos no Brasil", afirma Carolina.

O ponto de partida da ação da empresa para se aproximar do universo dos 'gamers' é a participação no Brasil Game Show, maior evento de jogos eletrônicos da América Latina, que acontece no mês que vem em São Paulo. Só no País, esse mercado é estimado em 45 milhões de jogadores.

Também no mês que vem, a empresa vai dar início a um torneio mundial de game online para o jogo StarCraft II. A competição dará US$ 15 mil em prêmios e viagens. As finais serão disputadas em Las Vegas.

Segundo pesquisa realizada pela Jon Peddie Reasearch, o mercado global de hardware para games de PC irá atingir US$ 23.6 bilhões em 2012. A diversão nunca foi tão importante para a Kingston. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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