Empresas espanholas miram exterior para fugir da crise; Brasil está na lista

Até julho de 2012, as exportações totais alcançaram um valor de 129,574 bilhões de euros, 3,7% mais que no mesmo período de 2011. Chile e Brasil ocupam a quarta e quinta posição

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O número de novas empresas espanholas que ampliou sua atividade ao mercado externo cresceu mais de 12% em 2011, com um interesse crescente pelos mercados emergentes e áreas como os países do Brics (Brasil, Rússia, China, Índia e África do Sul).

Quase 123 mil companhias espanholas se registraram no ano passado como exportadoras, segundo dados oficiais, enquanto a outra face da crise é a da destruição de empresas que já estavam implantadas fora da Espanha e que tiveram que fechar.

Os dados oferecidos pelo Instituto de Comércio Exterior (ICEX) confirmam que em 2011 havia 37.250 companhias que exportavam regularmente (durante quatro anos consecutivos), 3,9% menos que em 2010. Em 2008 ainda crescia o número de empresas exportadoras regulares a taxas de 1,3%, mas desde que a crise se aguçou em 2009 o número de empresas espanholas consolidadas no exterior foi diminuindo.

Segundo relatório do Banco Central da Espanha que analisa o perfil da empresas espanholas internacionalizadas, as de maior tamanho, as mais eficientes e as que investiram no exterior e têm melhor posição financeira são as que estão resistindo melhor à crise.

Até julho de 2012, as exportações totais da Espanha alcançaram um valor de 129,574 bilhões de euros, 3,7% mais que no mesmo período de 2011, ano no qual as vendas ao mundo cresceram 15,4% frente a 2010. Fontes de Comércio Exterior destacam o aumento das vendas fora do país das pequenas e médias empresas. Segundo o ICEX, se constatou um forte crescimento do número de serviços individualizados às empresas nos escritórios comerciais que tem no exterior, e as consultas se duplicaram no primeiro semestre do ano.

Muitas companhias espanholas se interessaram pelos mercados emergentes para sua implantação ou exportação de produtos. A internacionalização nos países Brics dobrou ao passar de uma fração de mercado de 2,2% para 4,5%. Pelo contrário, diminuiu a cota das exportações à zona do euro que, apesar ser o principal mercado para as empresas espanholas, caiu 10 pontos desde 2003.

A América Latina continua sendo destino preferencial para as companhias espanholas. Chile e Brasil ocuparam em 2011 a quarta e quinta posição no Índice Global de Avaliação do Investimento Espanhol no Exterior, elaborado pelo Clube de Exportadores e Investidores. As exportações à América Latina cresceram 15,6% até julho e somam 7,928 bilhões de euro.

No entanto, França, Alemanha e Itália seguem sendo os três destinos mais atrativos para vender, seguidos de Portugal, Reino Unido e Estados Unidos, preferência que não variou desde 2007. Segundo os últimos dados de Comércio Exterior, os maiores incrementos de investimentos espanhois ocorreram na América Latina que passaram de 93,263 bilhões em 2009 para 116,062 bilhões em 2010.

O "Relatório sobre os Investimentos no Mundo 2011", da Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento (Unctad) situa a Espanha no posto número 23 da lista de países que mais investem no exterior. EFE rdm/rsd

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