Ponha o luxo a seus pés com sapatos de grife

Executivos pagam até 2 mil euros por um item importado, e dizem que vale o investimento

Priscila Dadona - Brasil Econômico | - Atualizada às

Adorados por nove entre dez mulheres, os sapatos conquistam dia a dia mais adeptos também entre os homens de bom gosto. E, assim como elas, eles fazem de tudo para comprar o objeto de desejo. Só que no caso dos homens, conforto, durabilidade e qualidade vem antes de qualquer coisa.

Para André Mendes, do escritório LoBaptista -SVMFA, o acessório é muito importante, principalmente na sua carreira. Como atende a clientes preferencialmente do mundo da moda — o profissional é especializado em FashionLO, que é área de direito voltada para este segmento — Mendes está sempre antenado com as tendências. E ele é bastante exigente. Seus sapatos preferidos são os da marca italiana Stefano Bemer, feitos à mão, que custam em média entre ¤ 1600 a ¤ 2000.

O executivo faz questão de viajar à Florença (na Itália), cidade onde fica a sede da marca, para comprar seus pares. “Gosto porque é um trabalho super exclusivo, feito à mão em couro super macio e mais durável”, afirma. O executivo já esteve no ateliê de Stefano e ficou encantado com o processo de produção e com a maneira especial que foi tratado. “Eles fazem um molde do seu pé e o sapato vem com seu nome; o mais curioso, é que embora tenha a marca do autor, eles conseguem imprimir algumas das características, gosto e personalidade dos clientes no produto”, diz.

Para ele, um sapato faz muita diferença em um figurino, especialmente no mundo dos negócios, onde a imagem conta muito. “A impressão que eu tenho é que as pessoas olham primeiro para o sapato e depois para o resto do corpo”, brinca Mendes.

Esta paixão por sapatos é compartilhada por quem vende ou fabrica os produtos. David Gonçalves, da The Craft Shoes Factory, é um bom exemplo. Da terceira geração de sapateiros, a sua loja é exclusivamente voltada para o público masculino. Um dos diferenciais da empresa, com 60 anos de história, é a numeração meio ponto, criada para quem tem o formato do pé desigual. “Essa diferença de 0,4 milímetros melhora muito o conforto. Além disso, todas as pessoas têm os dois pés diferentes, sempre um maior do que o outro.” Além da loja online, a marca possui três lojas físicas em São Paulo.

Uma das marcas mais procuradas em suas lojas é a Loake, usada pela família real inglesa há mais de 100 anos . O produto é totalmente artesanal, feito com couro de bezerro francês e solado curtido na Alemanha. “É como um terno sob medida que tem caimento diferente, ou uma iguaria feita de forma artesanal”, compara.

A Loake é a preferida do executivo Ivan Carratu, que o usa pela maciez do couro e conforto. Segundo Carratu, mesmo sendo um produto um pouco mais caro que os sapatos manufaturados, vale a pena. “Não é o preço que manda. Na verdade é o conforto e sua durabilidade.” O executivo, que também adquire os produtos quando viaja para fora do Brasil, como França ou Itália, faz questão de elogiar algumas opções fabricadas no Brasil. “Algumas não deixam nada a desejar às importadas, caem como uma luva”, elogia.

No caso de Mendes sua marca preferida no Brasil é a Noar Lelis, pelos mesmos motivos com que compra as estrangeiras: conforto, couro macio e tecnologia. “São mais baratos, mas são marcas de luxo de boa qualidade.” Para os dois executivos, o sapato é um item que faz a diferença na profissão, já que passam o dia inteiro com roupas formais, costume ou ternos e, é claro, os sapatos precisam estar à altura.

Artesãos e fashionistas

E para os exigentes executivos que gostam de tradição há alguns ateliês supercharmosos no Brasil, com histórias mais charmosas ainda. É o caso da Busso Calçados, com 84 anos de tradição. Mario da Costa Carneiro, hoje com 82, veio de uma família de sapateiros em Portugal e desde que recebeu o convite do fundador da marca Gino Busso, quando tinha cerca de 21 anos assumiu a gerência da loja e nunca mais parou.

O ateliê fica no centro de São Paulo e só faz sapatos sob medida. O próprio Carneiro mede o pé do cliente, faz a forma exclusiva e ajuda em cada etapa da fabricação; o sapato leva de 20 a 30 dias para ficar pronto. “Temos a ficha numerada de cada freguês”, diz seu Mário que garante que todo o material utilizado é importado, como o cromo francês, de couro de bezerro.

O preço também é diferenciado: a partir de R$ 1.600, mas o artesão tem sempre muitos pedidos. “Sempre tem algo para fazer.”

Para quem gosta de produtos de luxo e com grife, acaba de desembarcar no Brasil a marca Louboutin, do famoso designer francês Christian Louboutin, que ficou famoso por seus sapatos com solado vermelho. Com duas lojas no Brasil — São Paulo e Brasília — no país a marca oferece modelos masculinos como mocassins enfeitados com miçangas e pedrarias, além do modelo Oxford em couro e bordados.

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