Depois de xingar cliente de vagabunda, Visou pede desculpas publicamente
Loja virtual de acessórios divulgou retratação pública em seu perfil no Facebook responsabilizando funcionário que diz ter agido "fora de sua razão"
O funcionário da empresa de acessórios Visou que ofendeu uma cliente se retratou publicamente através do perfil da marca no Facebook. Na retratação pública, Guilherme Castro assumiu a responsabilidade pelos xingamentos que fez à jornalista Marina Gazire. Veja a retratação na íntegra:
"Eu, Guilherme Souza Castro, Solteiro, Brasileiro, e responsável pela atitude de causar desconfortos verbais e informação inverídica ocorrida no dia 9 do mês de setembro de 2012, em nome de toda a equipe Visou, desejo por meio desta retratação pública, pedir desculpas Marina Gazire Lemos. Cabe acrescentar que o reembolso foi efetuado no mesmo dia (09/09), e a cliente pode confirmar isso.
Reitero publicamente, com a consciência de que atos como estes jamais se repitam. Reconheço ainda não serem verdadeiras as afirmações realizadas e que agi fora de minha razão. Serve a presente nota de desagravo para restabelecer a verdade de idoneidade e honra do ofendido e de seus familiares. Nos desculpamos também com o público em geral.
Atenciosamente,
Guilherme Souza Castro e Visou"
Em julho, Marina comprou um anel na loja virtual da Visou e apesar de ter recebido com rapidez o email de confirmação da compra, o mesmo não aconteceu com o produto. Dois meses depois da encomenda, a jornalista decidiu entrar em contato com a empresa através do Facebook. No domingo (9) à noite, ela enviou uma mensagem perguntando sobre o anel, descontente com a resposta “sem o número do pedido, fica difícil procurar”, Marina respondeu que “eles não deviam tratar uma cliente desta maneira”. A partir de então, ela começou a receber insultos e ofensas em seu perfil.
A empresa cancelou a encomenda e devolveu o dinheiro pago pelo anel, mas Marina pretende acionar o Procon e processar a loja pelos insultos que recebeu. A Visou, além da retratação pública, também enviou um pedido de desculpas diretamente à jornalista, em que afirma que os responsáveis pela loja estavam afastados por conta de mudanças estruturais no estoque e que instruíram o funcionário a responder aos clientes no Facebook, porém não contavam com o despreparo do rapaz.
É comum que empresas tenham páginas em redes sociais, mas muitas ainda não aprenderam como lidar com as novas mídias. “Muitos não entendem como é esse novo consumidor, estão despreparados para se relacionar com o novo tipo de cliente oriundo da web 2.0”, diz Sandra Turchi, professora de marketing digital da ESPM. Para a professora, se o funcionário cometeu uma falha, culpá-lo não é a solução, é preciso identificar o problema e conversar com o cliente fora da web. “Eles deveriam ter reconhecido que houve um erro no treinamento, como o Spoleto fez”, diz.
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No Facebook da empresa, criado neste ano, é possível encontrar os perfis dos três proprietários, Tatyele Lopes, Richard Ferrari e Natasha Souto, todos do Rio de Janeiro. Devido à repercussão do caso de Marina, foi criado também na rede social, o perfil “Visou Indelicada”, em alusão à “Gina Indelicada” do estudante de publicidade Ricck Lopes. Parece que a brincadeira de respostas ácidas e mau-humoradas virou realidade e não agrada tanto assim.
A página da loja virtual está fora do ar.