Amazon não confirma início das operações em setembro no Brasil
Vice-presidente da maior livraria online do mundo, Russ Grandinetti, diz que companhia está tendo "dificuldades" para se instalar no Brasil e não define data de estreia
O vice-presidente de conteúdo Kindle da Amazon e um dos responsáveis pela estratégia de chegada da livraria online ao Brasil, Russ Grandinetti, afirmou que a companhia americana ainda não tem data definida para iniciar suas operações no país.Em uma palestra proferida na 22ª Bienal do Livro de São Paulo, Grandinetti disse poder definir um prazo para a chegada da Amazon ao mercado nacional e afirmou que a companhia está enfrentando problemas para se instalar no país. "Estamos enfrentando as mesmas dificuldades que outras companhias estrangeiras encontram para entrar no mercado brasileiro", afirmou.
O início das operações da Amazon estava previsto para abril. Desde então a empresa já havia anunciado que devido algumas dificuldades de negociação só lançaria sua plataforma em setembro. Ao que parece, as dificuldades que a Amazon enfrenta para entrar em território brasileiro ainda não foram completamente solucionadas. “Não digo quando vamos abrir, porque não quero estragar a surpresa”, diz Grandinetti.
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O livro digital será o trunfo da Amazon no início de suas operações no Brasil. Especula-se que contratos com quase 30 editoras e distribuidoras já estejam assinados ou em fase de conclusão. A meta da companhia era estrear o site com pelos menos 100 editoras, mas desde que a Amazon deu início às negociações por aqui as livrarias começaram a pressionar as editoras para que não aceitassem acordos com a gigante norte-americana.
Outro problema era a comissão sobre o preço de capa dos livros exigida pela Amazon. No Brasil, a prática é que as livrarias fiquem com 35% do valor, na plataforma a quantia exigida seria 50%. Sobre a dificuldade de negociar com as editoras, Russ afirma que todos os contratos que assinam são respeitados. “Nós negociamos, é claro, mas quando fechamos um acordo, respeitamos”.
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Além de não revelar muito sobre a estreia no Brasil, o executivo também foi evasivo quanto à comercialização do e-reader Kindle produzido pela Amazon. Ao falar sobre como o aparelho revolucionou a leitura, Grandinetti não disse nada além de “esperamos vendê-lo aqui também”.
O vice-presidente da Amazon acredita que a população brasileira é muito conectada e será um grande mercado para os produtos da Amazon, principalmente o e-reader. “Basta olhar nessa sala, olhem quantos tablets e celulares”, diz.
O aparelho ainda não é vendido no Brasil, e nos Estados Unidos, a versão mais barata custa US$79, porém o preço promocional não se aplica à exportação. O Kindle mais barato que pode ser importado custa US$109, a esse valor soma-se o frete de US$21,98 e a taxa de importação de US$ 124,59. Ou seja, a conta final não fica por menos de R$500.
Sobre o elevado preço do aparelho para os consumidores brasileiros, Grandinetti afirmou que a companhia trabalha para diminuir os custos de seus produtos e que a Amazon tem em vista uma expansão global.