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Maiores gastos com impostos derrubam lucro do LinkedIn em 39%

Apesar de resultado mais fraco, companhia se mostra melhor operacionalmente em relação a outras redes sociais

Valor Online |

Valor Online

O lucro líquido do LinkedIn recuou 38,7% no segundo trimestre ante o mesmo período de 2011, de acordo com dados informados hoje pela rede social. A linha final do balanço fechou em US$ 2,8 milhões, ou US$ 0,03 por cada ação.

Gastos maiores com impostos referentes ao plano de remuneração por ações da companhia e um grande salto na provisão para tributos com a amortização de ativos intangíveis cortaram o resultado da empresa entre abril e junho.

A linha de “outros gastos” do balanço fechou em US$ 668 milhões, representando esses custos com a remuneração da rede social, contra US$ 11 milhões em ganhos um ano antes. Já o colchão para impostos avançou 84,6%, até US$ 10 milhões.

No entanto, a receita líquida subiu. No trimestre, o LinkedIn faturou US$ 228,2 milhões, um avanço de 88,5% em bases anuais. Os custos e gastos em geral, por outro lado, também aumentaram, em 93,2%, para US$ 214,7 milhões.

As maiores receitas foram capturadas pelos Estados Unidos novamente, de US$ 147,2 milhões. Porém, a região que registrou expansão mais elevada foi a da Europa, do Oriente Médio e da África, em 93,6%. Os países desse segmento registraram faturamento de US$ 50 milhões.

Outro destaque nas vendas foi a área de contratação. Os serviços desse tipo totalizaram uma receita de US$ 121,6 milhões, subindo 107,4%.

Em tempos de crise para as redes sociais e as empresas relacionadas a esse serviço, o LinkedIn se mostra melhor operacionalmente e a única companhia que continua a agradar o mercado.

Enquanto o Facebook registra queda de 47,3% na Nasdaq, bolsa de tecnologia de Nova York, desde sua oferta pública inicial, a Zynga, que programa jogos para o site de Mark Zuckerberg, já perdeu 71,6%.

O LinkedIn, por sua vez, sobe 107,8% desde que entrou no mercado, andando em linha com o principal índice da bolsa, o Nasdaq Composite, desde que o Facebook faz sua oferta. Hoje, após apresentar seus resultados, a empresa já engata uma valorização de 5% nas negociações pós-fechamento, com as ações sendo cotadas a US$ 98,10.

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