GENEBRA - As empresas já sofreram uma perda de valor de mercado de US$ 30 trilhões globalmente em um ano, por causa da dramática crise atual, segundo o diretor do Fórum Mundial de Economia, Klaus Schwab. A perda é 30 vezes maior do que os planos para socorrê-las, acrescentou.

" Estamos no meio da crise, a economia mundial está no hospital e precisamos definir novas regras para o capitalismo " , declarou Schwab, ao apresentar a programação do Fórum de Davos, que começa na semana que vem nos Alpes suíços, reunindo boa parte da elite econômica e política global.

Schwab fala de crise que transforma a globalização e muda agora o discurso, passando a defender regulamentação principalmente no setor financeiro, " que está na enfermaria e precisa ser salvo " .

O Fórum de Davos terá este ano a participação de 2.500 pessoas. Até esta manha, 42 chefes de Estado e de governo confirmaram presença. A participação dos bancos agora será bem menor do que no passado, refletindo a dramática crise financeira.

Como sempre, Davos traz títulos pomposos. No ano passado, a questão era o que as empresas podiam fazer para ajudar os governos. Agora, é o contrário e Davos terá como título nada menos do que ? ? desenhar o mundo pós-crise ? ? .

O fórum aponta como maiores riscos para este ano a deterioração das finanças públicas nos países ricos, uma aterrissagem brutal da economia chinesa, colapso ainda maior nos preços dos ativos, problemas vinculados a recursos naturais e a questão de como combater a mudança climática.

" Os desafios são enormes, o mundo mudou, as regras precisam mudar " , afirmou Schwab.

Até hoje, o único grande personagem da equipe do presidente americano Barack Obama que está confirmado para Davos é o chefe da assessoria econômica da Casa Branca, Larry Summers, que não precisa ser confirmado pelo Congresso.

(Assis Moreira, Valor Econômico, para Valor Online)

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