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Empresas preferiam o mar

O presidente do Instituto Brasileiro do Petróleo (IBP), João Carlos de Luca, disse ontem que o governo poderia ter sido mais generoso ao definir as áreas que serão ofertadas na 10ª Rodada de Áreas Exploratórias de Óleo e Gás Natural, que a Agência Nacional do Petróleo (ANP) realiza no dia 18 de dezembro. O Conselho Nacional de Política Energética (CNPE) definiu que só entrarão no leilão áreas localizadas em terra.

Agência Estado |

Os blocos com maiores potenciais de reservas de óleo e gás, localizados em alto-mar, ficaram fora da lista. A decisão foi tomada para impedir a licitação de áreas que envolvam o pré-sal, antes de concluídas as discussões da comissão interministerial que discute o novo marco regulatório do setor.

"Acreditamos que, mesmo sem colocar áreas potenciais das Bacias de Campos, Santos e Espírito Santo, por onde se estende a camada pré-sal, de acordo com o que a própria Petrobrás divulgou, o governo poderia ter disponibilizado outras bacias marítimas que atrairiam o grande investidor", disse De Luca, citando Camamu-Almada (Bahia), Pará-Maranhão e Potiguar, entre outras.

Mesmo fazendo questão de frisar a importância da retomada das licitações de áreas, que, segundo ele, "merece aplausos do setor petrolífero", De Luca disse que os elevados riscos das áreas oferecidas e o baixo potencial de reservas podem limitar a participação de grandes petroleiras.

"As empresas que atuam somente em offshore (no mar) não deverão ver atrativos para atuar em terra", disse. Para ele, teria sido interessante para o governo licitar outras áreas. "Poderiam ser atraídos mais investimentos, não só em pagamentos de bônus, mas também na compra de equipamentos e construções no País."

Ainda segundo De Luca, a indústria está na expectativa de o governo federal decidir "no mínimo" manter o que já foi licitado na 8ª Rodada, suspensa judicialmente em 2006. Em dezembro, o CNPE decide se o leilão será validado ou retomado integralmente.

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