Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Empresas latino-americanas perdem 47,8% do valor de mercado em 2008

Rio de Janeiro, 29 dez (EFE).- As empresas latino-americanas com ações negociadas nas bolsas da região perderam 47,8% de seu valor de mercado em 2008 como conseqüência da crise financeira internacional, informou hoje a Economática.

EFE |

Segundo um estudo divulgado pela empresa de consultoria, o valor de mercado das empresas inscritas nas sete maiores bolsas da região se reduziu em US$ 999,61 bilhões entre o final de 2007 e sexta-feira passada.

A perda foi medida em dólares e inclui as empresas de capital aberto do Brasil, do México, da Argentina, do Peru, do Chile, da Colômbia e da Venezuela, segundo a Economática.

De acordo com o estudo, o valor de mercado destas empresas era de US$ 2,092 trilhões em 31 de dezembro do ano passado e, em 26 de dezembro deste ano, caiu para US$ 1,092 milhão.

As empresas mais afetadas foram as do Brasil, cujo valor de mercado em dólares caiu 56,2% em 2008, o que significa uma perda de US$ 664,769 bilhões.

Depois das brasileiras, as empresas que mais perderam valor de mercado neste ano em dólares foram as do Peru (-43,6%), da Argentina (-41,2%), do México (-39,3%), do Chile (-36,6%), da Colômbia (-15,5%) e da Venezuela (-12,2%).

Em valores nominais em dólares, no entanto, as empresas que mais perderam depois das brasileiras foram as mexicanas, cujo valor de mercado se reduziu em US$ 178,378 bilhões, as chilenas (US$ 71,999 bilhões), as peruanas (US$ 36,724 bilhões), as argentinas (US$ 33,588 bilhões), as colombianas (US$ 13,286 bilhões) e as venezuelanas (US$ 866 milhões).

Por setores, as empresas latino-americanas que tiveram mais perda de valor de mercado este ano pela crise financeira foram as de veículos e autopeças, com uma redução de 69,8% (US$ 10,294 bilhões).

Também foram duramente castigados os setores de construção (-68,7%), máquinas industriais (-65,4%), papel e celulose (-64,8%) e têxtil (-64,2%).

Os setores menos afetados foram os de fundos, cujo valor de mercado se reduziu 33,5%, energia elétrica (-34,3%), comércio (-38,2%), alimentos e bebidas (-38,2%) e telecomunicações (-39,6%).

Por valores em dólares, as empresas de capital aberto que mais perderam na América Latina foram as do setor de petróleo e gás, cujo valor se reduziu em US$ 164,739 bilhões, seguidas pelas do setor de finanças e seguros (US$ 155,104 bilhões), pelas mineradoras (US$ 137,535 bilhões) e pelas de telecomunicações (US$ 103,002 bilhões).

Por empresas, as que mais perderam valor de mercado em dólares este ano foram a Petrobras (US$ 149,295 bilhões), a Vale (US$ 94,915 bilhões) e a operadora mexicana de telecomunicações América Móvil (US$ 51,092 bilhões).

As que mais perderam valor em percentagem foram a peruana Morococha, cujo valor de mercado se reduziu em 92,4% frente aos US$ 139 milhões do final do ano passado, a também peruana Candente Resource (-91,2%), a Comercial Mexicana (90,9%) e a construtora brasileira Rossi Residencial (85,4%).

Entre as empresas que tiveram um aumento do valor de mercado em dólares em relação ao ano passado destacam-se o Grupo mexicano Elektra, cujo valor de mercado aumentou US$ 2,869 bilhões (de US$ 7,269 bilhões em dezembro de 2007 para US$ 10,138 bilhões na semana passada) e o banco brasileiro Nossa Caixa (de US$ 1,426 bilhão para US$ 3,083 bilhões). EFE cm/ab/jp

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG