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Empresas latino-americanas deixam cúpula da Apec com novas idéias

Hangzhou (China), 3 ago (EFE).- As empresas latino-americanas finalizaram com um balanço positivo e idéias novas para levar a seus países a 2ª Cúpula da Pequena e Média Empresa, realizada na China e organizada pelo Conselho Empresarial do Fórum de Cooperação Econômica da Ásia-Pacífico (Apec).

EFE |

"Depois deste encontro, vimos que há problemas semelhantes na China, como o financiamento, o acesso aos mercados e o uso de novas tecnologias", disse à Agência Efe Ana María Choquehuanca, diretora da Cámara Pyme, que reúne 136 associações urbanas e rurais no Peru.

"O vital é não copiar o modelo, mas incorporar certos aspectos", disse.

Ángel Neyra, representante da Atem Perú, associação de mecânica metalúrgica, se mostrou impressionado com o modelo de microcréditos apresentado por videoconferência pelo Prêmio Nobel da Paz de 2006 Muhammad Yunus, fundador do Grameen Bank, de Bangladesh, e se mostrou propício a criar um sistema semelhante em seu país.

O modelo de Yunus, segundo Neyra, "rompe o paradigma do Peru, onde as ONGs e os microcréditos são instituições agiotas que preferem que a pobreza se mantenha para justificar sua própria existência", enquanto o Grameen Bank é realmente uma organização sem fins lucrativos.

Diógenes Alva, presidente da associação peruana Gamarra, formada por 21 mil pequenas e médias empresas, principalmente do setor têxtil, destacou que a conferência mostrou que "o negócio pode ser feito pela internet", que seu país ainda não tem uma cultura de fazer transações na rede, mas que, "com esse exemplo", irá implantá-lo.

O único representante de empresas mexicanas na cúpula, Juan Pablo García, da Cementos México (Cemex), destacou que quer "que as pequenas e médias empresas mexicanas busquem novos mercados na Europa, América Latina e Ásia".

Além disso, disse que é preciso buscar novas oportunidades de negócio, já que "alguns tratados de livre-comércio não são aproveitados como podem".

Os três empresários peruanos concordaram que o Governo de seu país não entende as necessidades das pequenas e médias empresas, e não dá facilidades suficientes para sua criação, legalização e funcionamento.

Choquehuanca disse que só 547 mil pequenas e médias empresas são legalizadas no Peru, enquanto 1,8 milhão são informais, principalmente por causa dos altos impostos, que essas empresas não conseguem pagar.

A cúpula, organizada pela Apec e pela empresa de comércio eletrônico chinesa Alibaba, uma das maiores do mundo, reuniu mais de 3 mil participantes da Ásia-Pacífico na cidade de Hangzhou, na província de Zhejiang (leste), e terá sua continuação no Peru em 17 de novembro. EFE trr/wr/an

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