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Empresas globais anunciam demissões de 70,5 mil pelo mundo

SÃO PAULO - Empresas de diversos setores e diferentes países anunciaram hoje que mais de 70 mil funcionários devem perder seus empregos em breve, dando mais uma evidência de que não há perspectiva, no meio empresarial, de recuperação da economia no curto prazo. O maior corte será feito pela fabricante de equipamentos pesados Caterpillar, que vai demitir 20 mil empregados. Nós iniciamos ações que irão remover cerca de 20 mil trabalhadores de nossos negócios e todos os gastos indiretos serão fortemente controlados, informou a companhia em nota.

Valor Online |

Ao final do ano passado, a Caterpillar contava com cerca de 113 mil funcionários.

A Sprint Nextel informou que vai cortar 8 mil empregos - a maior parte até 31 de março -, com a intenção de reduzir os custos com mão-de-obra em US$ 1,2 bilhão anuais. Segundo comunicado oficial, as vagas a serem eliminadas serão definidas em "todos os níveis da companhia e o impacto em localizações geográficas vai variar".

Engrossando a lista de empresas com planos de enxugar pessoal, a varejista de produtos para o lar Home Depot comunicou que irá fechar suas lojas Expo e irá reorganizar suas funções de apoio. As medidas irão levar a um corte de 7 mil empregos, ou cerca de 2% da força de trabalho. "As atividades Expo não estão com bom desempenho financeiro e não devem tê-lo em qualquer ocasião próxima", avaliou a companhia.

Outras 7 mil vagas serão cortadas no holandês ING, que pretende reduzir as despesas em 1 bilhão de euros ao longo deste ano. O banco anunciou hoje prejuízo de 3,3 bilhões no quarto trimestre do ano passado, a troca do CEO e uma ajuda oficial do governo holandês para cobrir perdas com ativos podres de sua carteira.

A também holandesa Royal Philips Electronics pretende suprimir 6 mil vagas este ano após ter a primeira perda trimestral desde 2003, com prejuízo de 1,47 bilhão de euros entre outubro e dezembro do ano passado.

Já a siderúrgica britânica Corus, que agora é controlada pela indiana Tata, vai demitir 3,5 mil empregados, o que representa cerca de 8% de sua força de trabalho. Do total de demissões, 2,5 mil devem sair do Reino Unido. O presidente da Corus, Philippe Varin, disse hoje que a demanda pelos produtos da companhia caiu 40% em relação ao pico registrado em 2007.

Por um motivo um pouco diferente, outros 19 mil funcionários das farmacêuticas Pfizer e Wyeth podem perder o emprego, como resultado da união das duas empresas. O conselho das duas companhias aprovou hoje a compra da Wyeth pela Pfizer em uma transação avaliada em US$ 68 bilhões, incluindo dinheiro e ações.

(Valor Online, com agências internacionais)

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