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Empresas demitem funcionários na Europa e nos EUA

Terminou em violência uma manifestação de mais de mil trabalhadores da montadora japonesa Nissan, que na segunda-feira aprovou um plano de 1.680 demissões.

Agência Estado |

Os manifestantes bloquearam, durante uma hora, a Gran Via de Barcelona, uma das principais avenidas da cidade. Ao chegar à sede da Nissan, muitos começaram a jogar ovos, pedras e outros objetos contra a fachada do prédio de escritórios da montadora.

Só ontem três grandes companhias anunciaram 5.200 demissões. Além da Nissan, a Nokia Siemens cortou 1.250 postos de trabalho na Finlândia e na Alemanha. No Reino Unido, a Virgin Midia, divisão de telecomunicações do grupo de Richard Branson, anunciou um plano de reestruturação que resultará em 2.200 demissões até 2012, a maior parte antes do fim de 2010.

Os números se somam aos da empresa de transporte de cargas DHL, que na segunda-feira anunciou a demissão de 9.500 funcionários. As demissões vão começar em janeiro, quando a empresa encerrará o serviço de entrega de cargas expressas dentro dos Estados Unidos.

Só nos Estados Unidos, a conta das demissões desde o início do ano está em 1,2 milhão, de acordo como Departamento de Emprego. Em outubro foram 240 mil demissões, elevando a taxa de desemprego no país para 6,5%.

Desta vez, a crise econômica atingiu em cheio o varejo, setor que, tradicionalmente, é um dos últimos redutos de emprego em tempos de crise aguda. O varejo empresa um em cada dez americanos. Nos últimos 12 meses, porém, 25% das demissões ocorreram justamente nesse setor.

Pelo menos 14 redes de varejo entraram em concordata neste ano. A última foi a Circuit City, na segunda-feira. Na semana passada, essa rede havia anunciado a demissão de 6.800 trabalhadores. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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