O setor de tecnologia está sendo uma das maiores vítimas da recessão nos países ricos. Um levantamento obtido pelo Estado revela que 124 mil trabalhadores foram demitidos apenas nas multinacionais do setor de informática e tecnologia no mês de janeiro.

Gigantes como a Microsoft, Intel, NEC e Google estão entre as empresas atingidas e que tiveram de promover cortes drásticos em sua mão-de-obra.

Os dados são dos analistas da Channel Insider, especializada no setor de telecomunicações e informática. Segundo o levantamento, os cortes desde o início da crise, em setembro, somam 205 mil empregos no setor.

Com quedas nas vendas e lucros sendo reduzidos, as empresas de tecnologia praticamente estão passando por uma explosão de uma nova bolha. Os cortes no setor representam 16% de todas as demissões realizadas pelas multinacionais no mundo em janeiro.

Para os analistas, o impacto sobre o setor de tecnologia está sendo maior que nas recessões anteriores. Só no Japão, as empresas de tecnologia vão somar prejuízos de US$ 15 bilhões em 2009. No Japão, elas anunciam cortes de 50 mil trabalhadores, atingindo também suas fábricas espalhadas pelo mundo. No país, a produção industrial havia registrado uma queda de 9,6% em dezembro na comparação com novembro. O Natal não foi suficiente para que as vendas fossem retomadas e a decisão de muitas, em janeiro, foi a de promover cortes.

As exportações japonesas de produtos tecnológicos também despencaram.Dados apontam que a contração, apenas em dezembro, chegou a 35%. Com Europa e Estados Unidos em recessão, a capacidade das empresas de exportar foi reduzida.

A Hitachi sofreu US$ 7,8 bilhões em prejuízos, comparado com uma previsão de ganhos no ano de US$ 1,5 bilhão. Diante da queda, parte da solução foi a de cortar 7 mil postos de trabalho.

Nos próximos doze meses, a NEC cortará 20 mil empregos por causa da queda nas vendas de semicondutores. Na Microsoft, os cortes planejados atingem 5 mil trabalhadores em 18 meses. A empresa não fala em recessão e justifica que a medida tem como meta colocar a companhia em boa situação para tirar proveito de oportunidades futuras. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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