Tamanho do texto

RIO - As empresas brasileiras de grande porte continuam em boas condições para honrar compromissos assumidos, apesar da crise financeira internacional. A conclusão consta de estudo da Serasa Experian feito com as 276 maiores companhias do país, que juntas faturam R$ 790 bilhões por ano.

De acordo com a enquete, as empresas situadas nas classes de baixo risco de crédito - com rating AAA, AA, A ou BBB - passaram de 83,7% do total no levantamento anterior à crise para 71,4% agora. Em números absolutos, eram 231 antes e passaram para 197 depois do agravamento da turbulência.

As empresas com risco médio, que têm rating BB ou B, pularam de 15,9% antes da crise para 27,2% agora. No total, o número de companhias nesta faixa passou de 44 para 75. Já as companhias com risco alto - com rating CCC, CC, C ou D - passaram de 0,4% do total para 1,4%. Em números absolutos o salto foi de apenas uma empresa para quatro.

" Mesmo havendo uma migração importante da classe de risco mínimo, há, ainda, 71% das empresas com avaliações muito favoráveis, demonstrando sua alta capacidade de honrar os compromissos assumidos, já considerando que o impacto da crise financeira ainda está presente no dia-a-dia dos negócios " , diz a nota distribuída pela Serasa Experian.

Segundo a Serasa, os dados agregados de rating - as notas individuais são sigilosas e não podem ser divulgados - fornecem uma visão ampla da situação das companhias e a capacidade destas para enfrentar crises.

Na amostra analisada pela pesquisa, há 10 setores analisados: combustíveis, com 11 empresas; alimentos, com sete; medicamentos/perfumaria, com sete; químico e petroquímico, com 30; alimentos e bebidas, com 22; siderurgia, com oito; telefonia fixa, com seis; telefonia celular, com 10; saneamento básico, com seis; e mineração, com sete.

(Rafael Rosas |Valor Online)