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Empresas aproveitam preços baixos para recomprar ações

Desde setembro, quando a crise financeira mundial se agravou, 16 empresas brasileiras já anunciaram programas de recompra de ações. Entre elas, a mineradora Vale, a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e a BM&FBovespa.

Agência Estado |

Para minimizar o impacto da queda livre de seus papéis na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), várias companhias buscam na recompra de ações uma alternativa para alavancar os preços. Só de setembro para cá, o Ibovespa já acumula uma perda de 28%.

"O preço das ações hoje está muito fora da realidade. As cotações não refletem os fundamentos econômicos", disse Gustavo Alcântara, gestor de renda variável da SWL Asset. "Quando uma empresa anuncia a recompra, ela quer mostrar ao mercado que considera mais vantagem aplicar o caixa em suas ações do que no CDI. Quer mostrar confiança." O analista considera que mesmo as cotações das ações de empresa sólidas, com perspectivas positivas, vêm sofrendo com a fuga dos investidores estrangeiros, motivada pelo caos que tomou conta do mercado financeiro nas últimas semanas.

A situação é ainda mais preocupante para as empresas que abriram capital recentemente na Bovespa. Os papéis dessas empresas ainda não se popularizaram e têm um volume de negócios pequeno.

Dos 16 programas de recompra anunciado no período, sete são de novatas no pregão paulista - companhias que fizeram suas ofertas públicas de ações de 2007 para cá. Com a recompra, as empresas esperam sinalizar ao mercado que a cotação dos seus papéis em bolsa não corresponde aos seus balanços financeiros ou à perspectiva de crescimento futuro.

Na segunda-feira, a BM&FBovespa flexibilizou as regras de recompra para atender à demanda das companhias que já estão no limite de 25% das suas ações em circulação (free float). Com isso, caso recomprassem ações, elas ficariam abaixo desse limite. A direção da Bolsa permitiu que a operação aconteça, desde que a empresa volte a se enquadrar no limite mínimo num prazo de 18 meses.

O principal objetivo da recompra é manter um volume maior de ações de sua própria emissão em tesouraria para lucrar no futuro, quando os investidores descontarem a crise e voltarem a cotar as ações pelo valor real de seus fundamentos. Mas Alcântara, da SWL, não acredita em um "boom" de recompra pelas companhias.

Segundo ele, muitas empresas gostariam de anunciar a operação, mas, temem empatar o caixa nesse momento de escassez de crédito bancário. O analista dia ainda que o fator caixa nesse momento será muito relevante, especialmente para empresas mais intensiva em capital. "Apesar do mercado pressionar, as empresas devem entender que têm um compromisso com o operacional. Em alguns momentos, os fundamentos vão se descolar do preço das ações", disse.

Cristiana Viana, da Corretora Ágora, pondera que a recompra é uma operação que deve ser analisada caso a caso. Para a executiva, empresas com estratégia de investimentos já anunciadas podem não optar por uma recompra de ações, mesmo que seus papéis tenham sofrido uma queda exacerbada e não espelhem a real situação financeira da companhia.

No caso da Vale, a analista considerou a recompra positiva e calcula que, em valores atuais, a mineradora brasileira gastaria cerca de R$ 7 bilhões para implementar seu programa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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