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Empresas alemãs criticam postura de Merkel frente à crise

Berlim, 7 dez (EFE).- Algumas das principais empresas alemãs, entre elas a Volkswagen, a BMW e a Adidas, se uniram às vozes de diferentes políticos que cobram da chanceler Angela Merkel medidas drásticas para reativar a economia neste momento de crise.

EFE |

Na imprensa alemã, nove dos principais grupos empresariais do país pedem hoje a Merkel que volte atrás em sua recusa a implementar novos pacotes contra a crise financeira internacional, atitude que valeu à chanceler o apelido de "Madame No" dentro e fora da Alemanha.

Nas últimas semanas, Merkel repetiu insistentemente que seu Governo analisará as mudanças no curso da crise e adiou qualquer decisão sobre o assunto até a reunião da coalizão de governo que acontecerá no começo de janeiro.

No entanto, durante o recente congresso de seu partido, a União Democrata-Cristã (CDU), na qual foi reeleita como líder da legenda, a chanceler lançou a mensagem de que "todas as opções estão em aberto", embora, por enquanto, o que vale é o pacote nacional de 32 bilhões de euro, aprovado esta semana pelo Parlamento.

Para o presidente da Adidas, Herbert Hainer, essas medidas estão longe de serem suficientes para que a Alemanha possa fazer frente à crise, razão pela qual pediu que estimule o consumo reduzindo o Imposto sobre o Valor Agregado (IVA) de 19% para 16%.

A edição da revista "Der Spiegel" que chega às bancas amanhã adiantou hoje as declarações de Hainer e de outros executivos de empresas alemãs.

O presidente da Volkswagen (VW), Martin Winterkorn, teme que a crise atinja um ponto "desastroso". Além disso, destacou que, dada a situação de "exceção", "os instrumentos políticos e econômicos convencionais" não funcionarão.

Por sua vez, o vice-presidente da Porsche, Holger Harter, o Estado deve disponibilizar mais recursos. "Se agora não há investimentos em um programa conjuntural, mais adiante será preciso gastar mais dinheiro para aliviar as conseqüências da crise", disse.

Já para o presidente da Bosch, Franz Fehrenbach, é fundamental para o estímulo da economia real que as empresas voltem a ter capital à sua disposição. Segundo ele, é uma "irresponsabilidade" deixar empresas quebrarem por falta de crédito.

Nesse mesmo sentido se expressou Friedrich Eichner, do Conselho Diretor da BMW. "Uma empresa não pode funcionar por muito tempo com pouco ou nenhum lucro", disse o executivo à revista "Focus".

Segundo disse, as empresas, especialmente as montadoras de automóveis, "não conseguem superar sozinhas" a dificuldade de acesso a empréstimos. EFE nvm/sc

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