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Empresas aéreas registram pior desempenho desde 2003

As empresas aéreas brasileiras fecharam 2008 com um crescimento de 7,4% no transporte doméstico de passageiros - o pior desempenho desde 2003, quando o setor encolheu 6%. E, segundo as projeções da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o resultado deste ano deve ser ainda pior.

Agência Estado |

A previsão, que em meados do ano passado era de um aumento de 8% no transporte de passageiros este ano, caiu para 3% após o agravamento da crise financeira internacional.

E a redução do crescimento da demanda chega no momento em que as empresas vinham investindo em expansão. A oferta de assentos no País teve crescimento de 12,8% no ano passado, bem acima do crescimento da demanda. E chega também em uma situação de competição mais apertada, com a entrada de uma nova empresa, a Azul, no mercado.

"O primeiro semestre foi brilhante. Mas, a coisa começou a desandar no segundo semestre, já a partir de agosto. Os sinais da crise do transporte aéreo costumam começar antes da crise geral. As pessoas deixam de viajar quando os negócios vão desacelerando", avalia o consultor aeronáutico Paulo Bittencourt Sampaio. Para ele, este ano será marcado por tarifas baixas para os passageiros e resultados ruins para as finanças das companhias.

O especialista em aviação da Bain & Company, André Castellini, concorda com a projeção da Anac para 2009. "A alta temporada vai ser boa, mas os números de outubro e novembro já mostravam o impacto da crise no cenário doméstico. No mercado internacional, nem tanto", diz. Castellini acredita que a TAM e a Gol/Varig terão de reduzir a oferta este ano.

O presidente do Instituto Brasileiro de Estudos Estratégicos e de Políticas Públicas em Transporte Aéreo (Cepta), Respicio Espírito Santo, também acredita numa maior concorrência em 2009, gerada pelo menor crescimento da demanda. "Vamos ter um ambiente mais competitivo este ano, com a Azul dando certo, a WebJet crescendo também, o planejamento estratégico da Trip. Isso faz com que as outras, que já estão estabelecidas, queiram reforçar suas estratégias. Pode ter uma onda de criatividade para todos os lados", afirma Espírito Santo.

A taxa de ocupação dos aviões no ano passado ficou em 66%, ou três pontos porcentuais abaixo do registrado em 2007. Apenas em dezembro, o fluxo de passageiros transportados no País registrou alta de 3,7%, com expansão de 11,2% na oferta de assentos e aproveitamento de 67% das aeronaves.

Na contramão do desempenho doméstico, no entanto, o fluxo de passageiros transportados ao exterior teve crescimento de 25,7% em 2008, o melhor desempenho pelo menos desde 2001. A oferta de assentos teve expansão de 17,4% e a taxa de ocupação dos aviões ficou em 70%, diante dos 66% de 2007.

A TAM permaneceu na liderança do mercado nacional em 2008, com 50,3% de participação, seguida pelo grupo Gol/Varig - que unificou suas operações a partir de outubro -, uma com fatia de 42,46%. Juntas, as duas maiores empresas aéreas brasileiras responderam por 92,76% do mercado. A OceanAir ficou na terceira posição, com 2,79%, seguida de perto pela WebJet, com 2,46%.

No mercado internacional, a TAM também manteve o primeiro lugar, com uma participação de 75,24%. Gol/Varig estão na segunda colocação, com participação de 23,87%.

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