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Empresários e trabalhadores cobram queda do juro básico

SÃO PAULO - Embora de certa forma aliviadas por não ter ocorrido outro aumento na Selic, as entidades de empresários voltaram a pedir a queda dos juros ao comentar a decisão do Copom de manter a taxa inalterada em 13,75% ao ano. O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, diz que a manutenção da Selic deve ser bem recebida pela sociedade brasileira, desde que seja vista como o início de um processo de queda continuada dos juros .

Valor Online |

Para ele, o juro alto inibe as ações recentemente tomadas pelo Banco Central para ampliar a liquidez bancária, segura o crédito e desestimula a atividade econômica em um momento em que a crise global leva os países a tomar medidas para impulsionar a economia.

Já a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio) considerou a decisão do Copom " correta " , mas pede a redução da taxa básica já na próxima reunião, em dezembro. Em nota, a entidade também cita que o juro alto incentiva os bancos a aplicar em títulos públicos e não a destinar recursos para empréstimos. "Se o governo não reduzir os juros, setores industriais dependentes de crédito, voltados praticamente apenas para atender o mercado interno, são os que sofrerão mais. É o caso do setor automobilístico e da construção civil, justamente aqueles que o governo considera como os mais relevantes para manter o ritmo de atividade e o nível de emprego " , diz o presidente da Fecomercio-SP, Abram Szajman.

Para a Fecomércio-RJ, o BC não deu prioridade à atividade econômica, uma vez que o impacto da alta dos juros em um cenário de aperto da liquidez e aversão a risco é maior. " O Copom mostrou-se atento à gravidade da crise financeira internacional, mas perdeu a oportunidade de amenizar seus efeitos, o que significaria optar pelo corte nos juros " , afirmou, em nota, o presidente da entidade, Orlando Diniz.

Do lado dos trabalhadores, a Força Sindical distribuiu nota na qual classifica a decisão do Copom como " uma insensatez " diante do cenário de crise mundial. " Esta medida é perversa e frustra os trabalhadores que esperavam não ser novamente punidos pelos tecnocratas do governo " , diz o texto assinado pelo presidente da central, Paulo Pereira da Silva.

(Valor Online)

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