de 1 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), empresários e sindicalistas reclamaram que o Banco Central poderia ter ido além, diante da crise econômica considerada grave. O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Abram Szajman, disse que, finalmente, o BC compreendeu a gravidade da crise." /
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Empresários e sindicalistas pedem agora menos spread

Ao mesmo tempo em que apoiaram a queda http://ultimosegundo.ig.com.br/economia/2009/01/21/copom+reduz+taxa+basica+de+juros+3527975.htmlde 1 ponto porcentual na taxa básica de juros (Selic), empresários e sindicalistas reclamaram que o Banco Central poderia ter ido além, diante da crise econômica considerada grave. O presidente da Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomércio), Abram Szajman, disse que, finalmente, o BC compreendeu a gravidade da crise.

Agência Estado |

 

Estamos clamando pela redução dos juros desde quando, no ano passado, ficou evidente que a inflação não ultrapassaria a meta e que a crise atingiria fortemente o Brasil.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) avaliou como sensata e pragmática a decisão do BC, mas destacou que só a queda da Selic não é suficiente. São necessárias medidas que levem à redução do spread bancário, de modo a promover redução mais expressiva do juro para o tomador de crédito. O spread é a diferença das taxas entre a captação de dinheiro pelos bancos e a que é cobrada dos correntistas.

O presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Jackson Schneider, acha que a queda sinaliza uma retomada de consumo, mas não consegue avaliar se a medida vai frear demissões no setor. É preciso ver como a redução chegará na ponta do varejo.

Humberto Barbato, da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee), lembrou que a Selic é um mero sinalizador. Resta saber o que os bancos farão. De qualquer forma, poderemos ao menos amenizar o clima de catastrofismo dos últimos dias.

Para o economista da Associação Comercial de São Paulo, Marcel Solimeo, a decisão do Copom de reduzir em 1 ponto porcentual a taxa básica de juros não surpreendeu. O desaquecimento muito forte e rápido da economia influenciou a decisão do Copom.

O presidente nacional da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Artur Henrique, defendeu a redução do spread bancário como a próxima luta para melhorar o acesso ao crédito e dinamizar a economia. A redução de 1 ponto é importante diante da crise, já que representa R$ 15 bilhões a menos em pagamento de juros, disse o sindicalista. O presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, classificou a queda de tímida e insuficiente para impulsionar a economia. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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