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Empresários e economistas criticam reação do governo

Empresários e economistas criticaram ontem a atuação do governo diante da crise. Mesmo considerando que as medidas estão na direção correta, a avaliação no 3º Encontro Nacional da Indústria é que o governo erra ao manter um nível elevado de despesas.

Agência Estado |

Errou, também, ao não dar impulso às reformas econômicas. Até a forma de o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se comunicar com a sociedade foi atacada.

Além disso, houve muitas queixas ao fato de os bancos continuarem emprestando pouco, apesar de o governo já haver injetado na economia cerca de R$ 150 bilhões que estavam nos depósitos compulsórios do Banco Central. "O governo está dando sangue aos vampiros", disse o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Luiz Aubert Neto.

Para o ex-presidente do Banco Central Carlos Geraldo Langoni, o Brasil construiu uma arquitetura financeira eficiente para enfrentar uma crise. Porém, poderia ser melhor se houvesse mais espaço no orçamento para aumentar os investimentos em períodos de retração econômica. "O Estado não tem recursos para realizar um contraponto à desaceleração."

A mesma crítica foi feita pelo empresário Jorge Gerdau Johannpeter. Enquanto pregava enfaticamente que o governo pode reduzir custos apenas com melhorias na gestão, Gerdau foi surpreendido por um desafio do senador Aloizio Mercadante (PT-SP): assumir o Ministério da Previdência. Gerdau recusou, afirmando ser mais útil fora do que dentro do governo.

Diante da platéia, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), disse ao ministro Guido Mantega que, em vez de acalmar a sociedade, sua forma de comunicar-se está criando mais nervosismo. "O governo tem agido bem, mas falha na comunicação do ministro Mantega, que deixa a sociedade um pouco insegura." O problema, disse, é que o governo insistiu num discurso otimista, segundo o qual o Brasil sentiria apenas, como disse o presidente Lula, uma marolinha da crise, e no dia seguinte baixou medidas drásticas, autorizando inclusive o BC a comprar carteiras de bancos.

"Aceito suas críticas, vamos olhar melhor essa questão", disse Mantega. O ministro não aceitou, porém, as ressalvas à política de gastos do governo. Ele ressaltou que as despesas de custeio estão em queda e os resultados das contas públicas têm batido recordes positivos.

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