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Empresários defendem cortes na jornada de trabalho, salários e na Selic

SÃO PAULO - Cerca de 30 empresários que pertencem ao Conselho Superior Estratégico da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) foram unânimes em exigir o recuo da taxa básica de juros da economia (Selic) e a redução da jornada de trabalho com redução de salário como alternativas ao desemprego. Segundo o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, se a taxa de juros não baixar, parte da culpa do desemprego será do governo, disse ele, em encontro com a imprensa após a reunião do conselho nesta quarta-feira.

Reuters |

 

Ele citou que em muitos países a taxa foi reduzida e em parte deles está negativa. "Não haveria nenhum problema se a taxa estivesse em 8, 9%", afirmou, referindo-se à taxa que hoje é de 13,75 por cento.

Segundo Skaf, com uma taxa de 8,75%, o Brasil deixaria de pagar algo como "70 bilhões de reais em juros da dívida". O presidente da Fiesp também informou que os empresários reunidos defenderam, por unanimidade, a redução da jornada de trabalho com retração salarial, mas não se comprometeram a paralisar as demissões. 

Skaf ressaltou que a possibilidade está dentro da lei e que a Fiesp tem estimulado esse tipo de acordo no lugar dos possíveis cortes.

Questionado sobre a ausência da CUT na reunião de terça-feira com sindicalistas, o empresário disse que, se cada categoria assim decidir, "vamos fazer isso com CUT ou sem CUT".

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