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Empresário vendeu laticínio na hora certa

Pode-se dizer que o fazendeiro José Eustáquio Sena, o Nenê, ganhou na loteria duas vezes neste ano. Em abril, enquanto o mercado do leite ainda experimentava o auge, ele vendeu, por R$ 112 milhões, o laticínio Montelac para a Alimentos Nilza.

Agência Estado |

Se fizesse o negócio hoje, receberia a metade do valor. Nos últimos meses, arrematou o segundo prêmio: para montar sua fazenda de leite, adquiriu parte do gado da Integralat (empresa do fundo Laep), que está sendo vendido na bacia das almas, e de outros produtores que deixaram a atividade. "O mesmo animal custa praticamente metade de seis meses atrás", diz. "Saí numa boa hora. Eu imaginava que o mercado iria piorar, mas não tanto."

Sob o comando de Nenê, a Montelac era uma empresa extremamente dependente do leite longa-vida (ou de caixinha). Boa parte do seu faturamento - que em 2007 foi de R$ 300 milhões - vinha desse único produto. "Se eu tivesse continuado no negócio, com certeza ia ter problemas. As empresas de longa-vida estão passando por dificuldades", diz. "Com excesso de oferta, o preço de venda caiu muito e deixou muita empresa descapitalizada. Várias baixaram o preço para comprar espaço na prateleira. Sem dinheiro em caixa, elas começam a atrasar o pagamento ao produtor."

A situação, segundo ele, começa a lembrar a crise da Parmalat. Na época, a Montelac sofreu um revés. "Havia desconfiança porque compramos a fábrica da Parmalat em Itamonte (MG) para começar a Montelac", lembra Nenê, que trabalhou na Parmalat antes de virar empresário.

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