Em depoimento prestado ao Ministério Público brasileiro, o empresário Romeu Pinto Júnior negou que seja dono da MCA Uruguay, com sede nas Ilhas Virgens Britânicas. Ele disse que possui empresa homônima no Brasil, em operação até hoje.

A MCA brasileira teria sido vendida há cerca de sete meses e operou com venda de equipamentos de segurança para penitenciárias e rede de computadores para escolas.

Aos promotores ele confirmou a existência da MCA Uruguay, que teria movimentado contas em um banco na Suíça e outro em Luxemburgo. Mas que a responsabilidade pela operação seria de um francês. Ele afirmou ainda que foi o mesmo francês que trouxe para o Brasil o dinheiro repassado pela Alstom.

Pinto Júnior foi contatado pela MCA Uruguay para prestar serviços no Brasil para a loteria federal, o que não teria sido efetivado. O consultor brasileiro afirmou não ter tido nenhuma tratativa com os envolvidos no caso Alstom e muito menos com políticos tucanos. Mas admitiu relacionamentos não profissionais com o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado Robson Marinho e outros integrantes do PSDB.

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