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Empresário nega interferência do governo na venda da Varig em depoimento à comissão do Senado

BRASÍLIA - Em audiência na Comissão de Serviços de Infra-Estrutura (CI) do Senado, o empresário Marco Antonio Audi - um dos sócios da Volo do Brasil, controladora da VarigLog e que foi proprietária da Varig entre 2006 e 2007 -, negou que tenha havido interferência da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no processo de venda da Varig à Gol.

Valor Online |

O empresário acusa o advogado Roberto Teixeira de defender os interesses do sócio estrangeiro da Volo do Brasil, Lap Wai Chan, contra os interesses dos sócios brasileiros desde a venda da Varig à Gol. Conforme afirmou, desde a venda da companhia, em março de 2007, o acionista majoritário da Volo Brasil vem pressionando para recebimento de dívidas e descumprindo acordos feitos anteriormente.

Audi informou que Teixeira foi contratado pela Volo do Brasil no início de 2006 para acompanhar a formalização da compra da VarigLog, ex-subsidiária de cargas da Varig, e que ele só teria tomado conhecimento da ligação do advogado com o presidente Lula três dias após a contratação.

O processo de transferência da empresa, explicou, foi tumultuado devido a mudanças nos órgãos de regulação do setor. A transformação do Departamento de Aviação Civil (DAC) em Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) teria gerado novos pedidos de documentos e um grande atraso na formalização da venda da VarigLog.

Audi detalhou os esforços frustrados para desgrudar a VarigLog da Varig no primeiro semestre de 2006. Na seqüência, Audi afirmou que a compra da Varig pela VarigLog, em julho de 2006, passou a ser uma necessidade, pois a falência da primeira resultaria no fim da segunda, devido à estreita ligação estrutural entre as duas empresas.

(Agência Senado)

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