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Empresa não consegue cumprir acordo

Para garantir investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão e a capacidade de realizar a inspeção anual de 1 milhão de veículos, a Controlar seu uniu em 1995 a um consórcio liderado pela Vega Sopave (formada por empreiteiras que têm contratos de coleta de lixo) e pela multinacional alemã Rwtüv. As parceiras foram as principais garantias que possibilitaram a vitória na licitação promovida pela gestão Paulo Maluf (1993-1996).

Agência Estado |

Sozinha, a Controlar, criada por um dos ex-sócios da construtora baiana OAS, Carlos Suarez, não teria como garantir ao governo a estrutura necessária para a instalação de 32 centros de inspeção.

Treze anos após a assinatura do contrato, contudo, a Controlar tem dificuldades para implementar o programa conforme o previsto em contrato - apenas 4 dos 32 centros de inspeção estão funcionando. A difícil situação tem como pano de fundo o afastamento de parceiras interessadas em investir no projeto no período de 1998 e 2004, quando o contrato da concessão estava sub judice.

Até o final de 2004, também havia dúvidas no mercado se as futuras gestões iriam encampar o projeto, o que também contribuiu para afastar possíveis parceiros. A Vega, por exemplo, não participa mais do consórcio. A única parceira hoje, segundo a assessoria da Controlar, é a alemã TUV Nord.

A partir de 2004, a pressão da indústria automobilística contra a inspeção veicular, prevista em resolução do Conama de 1999, também gerou descrédito entre grandes empresas que poderiam ter se associado à Controlar, segundo apurou a reportagem com pessoas ligadas ao governo. Sem recursos e com apenas 4 dos 32 centros de inspeção em funcionamento hoje, a própria empresa articulou com o governo uma mudança neste ano: para a frota de carros e motos, a inspeção tem de ser feita em 2009 três meses antes do licenciamento, o que garante um fluxo de caixa o ano todo à empresa. No caso da frota a diesel, a inspeção em 2008 era obrigatória no período de três meses após o licenciamento.

Apesar de conhecer as limitações da Controlar, a gestão Gilberto Kassab (DEM) adotou um discurso conciliador para tentar resgatar o projeto. Sabendo das limitações, também, no fim do ano passado a gestão estipulou que só passariam pela inspeção carros fabricados após 2003. Kassab considera que pode transformar o programa em uma nova vitrine de sua gestão, como a Lei Cidade Limpa. Para o prefeito, se a inspeção for viabilizada em São Paulo, outras capitais com mais de 2 milhões de habitantes vão adotar o programa. Dessa forma, terá projeção nacional. Tanto que a Prefeitura aplicou apenas advertência à empresa - pelo contrato de 1996 poderia haver multa diária de 100 UFMs (quase R$ 10 mil) pelo atraso na conclusão dos centros de inspeção.

A Controlar nega as dificuldades financeiras. O diretor-executivo Eduardo Rosin diz que a companhia terá até o final do ano 16 dos 32 centros de inspeção programados. "O prefeito Gilberto Kassab restringiu em apenas 41% a quantidade de veículos inspecionados. Então, não achamos necessário ter todos os 32 centros prontos neste ano", diz. Ele acrescenta que a empresa mantém desde 1995 parceria com a empresa alemã TUV Nord e que não está atrás de novos acordos para melhorar a saúde financeira.

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