Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Empresa ganha mais 10 dias para pagar impostos federais, anuncia Mantega

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, anunciou nesta quinta-feira que as empresas terão mais 10 dias para realizar o pagamento dos impostos federais. De acordo com ele, a medida significa um alívio para as companhias, que vão contar com mais capital de giro para enfrentar o momento de turbulência econômica.

Severino Motta - Último Segundo/Santafé Idéias |

 

Fazem parte da lista: o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), a Contribuição para o financiamento da seguridade social (Cofins) e o PIS que terão data de vencimento alterada do dia 15 para 25; e o Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF) e a Contribuição para a previdência que passam do dia 10 para 20.

De acordo com Mantega, não poderia ser dado um prazo ainda maior, pois o impacto nas contas públicas seria muito alto. "E o Brasil precisa cumprir seu superávit primário", disse.

O ministro também comentou que esta medida visa atacar "problemas imediatos" e que, em um segundo momento, o governo criará uma política anticíclica "para impedir que o nível de atividade econômica caia no País".

Ele destacou que parte desse novo pacote contará com uma política monetária que visará reduzir o custo financeiro das operações para empresas. O ideal, de acordo com o ministro, seria manter a expansão do crédito entre 15 a 20% ao ano, valor inferior ao dos anos passados, mas suficiente para evitar uma queda da economia, uma vez que "com interrupção, a retomada é mais difícil".

Mantega ainda garantiu recursos para as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e programas sociais, o que estimularia a atividade econômica.

Setor automotivo

Mantega disse que o Banco do Brasil vai criar uma linha de crédito de R$ 4 bilhões para financiar pequenos bancos das montadoras de veículos, responsáveis pelos financiamentos junto aos consumidores. De acordo com ele, o valor, somado à possibilidade do socorro desses pequenos bancos por instituições maiores, viabilizado através da medida provisória 442 e liberação dos compulsório, o setor manteria suas vendas até dezembro.

"Esse valor é suficiente para manter o setor automotivo até novembro e dezembro. O suficiente para ultrapassar a crise de crédito no País".

PAC

Na reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social a ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff, disse que o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é um "passaporte para o futuro" e cria "circulo virtuoso fundamental para a saída da crise". De acordo com ela, a decisão política deste governo em manter os investimentos no Programa cria um ambiente de confiança e assegura crédito a médio e longo prazo. "O governo agora é parte da solução", disse.

Ao fazer seu discurso, Dilma lembrou as crises internacionais de 1998, 2001 e 2002, quando em poucos dias o Brasil viu suas reservas secarem e teve de pedir socorro ao Fundo Monetário Internacional (FMI). 

De acordo com ela, nas crises passadas, o contágio se dava rapidamente devido a "fracos fundamentos econômicos". A ministra ainda destacou que o acordo com o FMI "ajudava a aumentar o problema, pois as políticas adotadas previam a redução de investimento". 

"Numa das [determinações do FMI a] reduções foi de mais de 30% nos investimentos na área de transporte. Naquele momento o governo era parte do problema e não parte da solução. Agora nós passamos a ser parte da solução ajudando o setor privado para impedir que esse processo desmonte todo o processo que nós conseguimos até hoje que é um crescimento sustentável", disse.

Ela ainda anunciou que o PAC, que inicialmente contaria com investimentos na ordem de R$ 504 bilhões deve ser ampliado.

Leia mais sobre crise financeira

Leia tudo sobre: impostos mantega

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG