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Empresa de telefonia grega quer ser indenizada pela Siemens

Berlim, 3 ago (EFE).- A companhia de telefonia grega OTE pede, por via judicial, a Siemens uma indenização pelo escândalo de corrupção e pagamento de subornos que o grupo alemão está envolvido.

EFE |

A empresa grega exige da Siemens um relatório interno sobre o caso e apresentou para isso um requerimento perante a audiência de Munique, informa em sua edição de amanhã o jornal alemão "Süddeutsche Zeitung".

De acordo com essa publicação, o grupo Siemens subornou durante anos diretores e mediadores dessa empresa grega para conseguir um importante contrato para o grupo alemão.

Em 1997, foi assinado um acordo entre as duas empresas, por um valor de alguns bilhões de euros, para o qual a Siemens pagou aproximadamente 75 milhões de euros em subornos.

O caso da empresa grega se soma ao escândalo por pagamentos milionários a companhias e mediadores no estrangeiro.

A Justiça alemã já tinha condenado nesta semana um ex-diretor da Siemens a dois anos de liberdade condicional e ao pagamento de uma multa de 108 mil euros por 49 casos de desfalque, no primeiro processo penal pelos casos de corrupção na empresa.

Neste outro processo, foram acusadas mais de 300 pessoas e foi investigado o pagamento ilegal de 1,3 bilhão de euros como subornos para conseguir encomendas no estrangeiro.

O escândalo de corrupção custou a Siemens até agora aproximadamente 1,9 bilhão de euros em pagamento de impostos, advogados, despesas judiciais e multas.

O consórcio apresentará um processo por danos contra os 11 membros do antigo comitê executivo da companhia por sua responsabilidade nos casos de corrupção.

O processo será dirigido contra os antigos presidentes da Siemens Heinrich von Pierer e Klaus Kleinfeld e outros nove alto executivos para que paguem pelo dano financeiro que causaram à empresa com o pagamento de subornos e com outras práticas corruptas.

Tanto Pierer como Kleinfeld abandonaram seus cargos em abril do ano passado após terem sido divulgados os casos de corrupção na Siemens, mas negaram ter conhecimento deles até agora. EFE gc/bm/rr

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