LONDRES (Reuters) - A norueguesa Frontline, uma das maiores proprietárias de navios-tanque do mundo, avalia seriamente a possibilidade de instruir sua fronta a evitar o golfo de Áden e o canal de Suez por causa da ação de piratas nessas áreas, disse na quinta-feira o diretor-executivo da empresa. Não fizemos isso ainda. Mas estamos avaliando seriamente essa alternativa. É possível, afirmou Martin Jensen à Reuters por telefone, desde Cingapura.

"Claro que, como muitos dos membros desse setor, demos instruções a nossos navios para que fiquem o mais perto possível do Iêmen e o mais longe possível da Somália", disse Jensen, acrescentando estar preocupado com o fato de os piratas somalis atacarem longe da costa, em águas internacionais.

"Ainda avaliamos a possibilidade de adotar a medida mais drástica. Mas não fizemos isso ainda", afirmou.

A Frontline é uma das maiores proprietárias independentes de navios-tanque no mundo, sendo responsável por transportar grande parte do petróleo vindo do Oriente Médio para os mercados internacionais.

(Reportagem de Stefano Ambrogi em Londres e Luke Pachymuthu em Dubai)

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