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Empresa de logística Log-In vai às compras

Com R$ 200 milhões em caixa, a Log-In, quarta maior empresa de logística do País, já se prepara para as oportunidades de aquisição em portos que a crise financeira deve criar. O presidente da empresa, Mauro Oliveira Dias, lembra que a crise fez o preço dos ativos cair significativamente.

Agência Estado |

Por isso, "quem tem caixa pode aproveitar para aumentar sua participação no setor". Dias não esconde que a Log-In já olha alguns ativos, especialmente terminais intermodais e áreas retroportuárias.

"Vai se abrir uma boa oportunidade com a crise. Esse é um setor muito pulverizado, com muitas empresas familiares", disse, em entrevista à Agência Estado. Antes do caos no sistema financeiro, as empresas de logística enxergavam na Bolsa de Valores a melhor opção para captar recursos e levar adiante seus planos de expansão.

A própria Log-in - que foi criada pela Vale e hoje tem a mineradora como sua principal acionista isolada, com 31,3% de participação - abriu capital em junho do ano passado. Na ocasião, cerca de 70% das ações ofertadas foram compradas por investidores estrangeiros. Agora, na crise, a participação estrangeira caiu para 60%.

Também com a crise, o mercado de capitais fechou as portas. O empréstimo bancário secou e Dias acredita que será mais complicado para as pequenas empresas manter seus investimentos. Hoje, o setor tem sete companhias logísticas listadas na Bovespa e centenas operando com capital fechado.

"Será preciso ter uma visão mais realista nesse momento. O IPO (oferta inicial de ações) foi antes, agora é a vez das aquisições ou fusões", disse o executivo. Segundo ele, a crise já levou alguns de seus clientes - a carteira tem cerca de mil empresas - a revisar projetos de crescimento. Mas, apesar do cenário, a companhia não pretende alterar os planos de investir R$ 1,5 bilhão até 2013.

Segundo Dias, a geração de caixa e os recursos já captados com o BNDES e o Fundo de Marinha Mercante (FMM) são suficientes para bancar o orçamento já anunciado pela Log-In. Tanto que a empresa não tem projetos para novas captações no curto prazo.

A companhia prepara o anúncio de mais um contrato para a construção de dois navios, no valor total de US$ 160 milhões (R$ 346 milhões), com financiamento do FMM. Na semana passada, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, anunciou que o governo vai disponibilizar R$ 10 bilhões que estavam contingenciados no fundo, administrado pelo BNDES, para financiar o setor naval.

"Serão dois graneleiros, para transporte de bauxita da Alunorte (em Barcarena, PA) pelo Rio Trombetas até o porto de Vila do Conde, em Belém", disse o executivo. Ele informou que ainda está em fase de negociação para decidir o estaleiro que ficará com o contrato. Os navios começam a ser construídos no ano que vem, para operar em 2011 e 2012.

Segundo Dias, a crise não interrompeu os planos de aumento de frota da companhia, já que os financiamentos já estavam sendo equacionados antes de a situação do mercado se agravar. Há quatro meses, o BNDES assinou contrato para financiar a construção de cinco navios da empresa, com capacidade para 2,7 mil contêineres cada, no valor de R$ 625,2 milhões, também com recursos do FMM.Os navios serão construídos no estaleiro Eisa. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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