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Empresa de celular Aeiou não cogita bolsa para financiar operação

SÃO PAULO - O financiamento da operação da Aeiou, antiga Unicel, virá tanto de capital próprio e aporte dos acionistas como de empréstimos junto a terceiros. Segundo o presidente e executivo-chefe da empresa, José Roberto Melo da Silva, porém, a empresa não tem intenção de abrir capital no futuro próximo.

Valor Online |

O controle da operadora móvel é dividido entre o grupo Elav - que concentra os investimentos da família de Melo da Silva -, e o grupo saudita Hits Telecom, que já investe em projetos semelhantes na África e no Oriente Médio e começa a atuar com a Aeiou na América Latina.

A Hits Telecom, segundo Melo da Silva, adquiriu uma participação de 49% na empresa após a saída do norte-americano Edward Jordan, do grupo de investimentos EJ8. Após ter investido no início das operações da Unicel, Jordan saiu do negócio. Num determinado momento, nosso investidor ´anjo´ (que faz aplicações em empresas embrionárias) decidiu buscar oportunidades em outras áreas, afirmou o presidente da nova operadora.

De acordo com Melo da Silva, como a Hits Telecom está listada na bolsa do Kuwait, o acesso a recursos financeiros baratos é enorme, tornando desnecessário, assim, a abertura do capital. A formação acionária da empresa, inclusive, faz com que o executivo comemore, ao contrário da maioria do mercado, as altas no petróleo.

Com o petróleo a US$ 120 o barril, os árabes não têm onde colocar dinheiro. Por isso, cada vez que o petróleo sobe, penso: oba!, afirma o executivo, explicando a falta de interesse na abertura de capital da companhia.

A estratégia da Aeiou está firmada principalmente sobre seu modelo de negócios. Além de cobrar preços iguais para planos pré e pós-pagos, a empresa quer utilizar a internet como principal ferramenta de uso.

Assim, os usuários terão à disposição uma espécie de conta-corrente na Aeiou. Nela depositarão os créditos que, se não utilizados, podem inclusive ser sacados em dinheiro, ou repassados a outros assinantes da operadora. Não haverá, explica o presidente e executivo-chefe da empresa, José Roberto Melo da Silva, prazo limite para resgate dos créditos.

Com a plataforma online, o cliente não receberá uma conta, mas uma senha de acesso ao site, onde poderá acompanhar online seus gastos, saldos e outros dados de seu relacionamento.

A operação comercial começa no próximo dia 7 de setembro, mas, num primeiro momento, haverá uma fase de testes, com 10 mil usuários que se pré-cadastrarem no site da empresa (www.meuaeiou.com.br), a partir do dia 15 de agosto.

A meta é ter, no mínimo, 500 mil usuários na rede em um ano, afirma Melo da Silva.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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