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Empresa americana sabia que manteiga de amendoim estava contaminada

O presidente da empresa responsável por uma intoxicação em massa que já matou oito pessoas nos Estados Unidos determinou a distribuição de manteiga de amendoim, mesmo sabendo que estava contaminada, para evitar perdas financeiras, de acordo com documentos divulgados nesta quarta-feira, no Congresso.

AFP |

As trocas de e-mails, obtidas por uma subcomissão da Câmara de Representantes e enviadas à imprensa, indicam que o proprietário e presidente da companhia Peanut Corp. (PCA), Stewart Parnell, ordenou ao diretor da fábrica despachar lotes de manteiga de amendoim, embora análises de laboratório tenham dado resultados positivos para uma contaminação de salmonela.

No e-mail a seu diretor de fábrica, Parnell lamenta o fato de que esse teste de laboratório "seja muito caro e cause, obviamente, enormes atrasos entre o momento em que se recolhe a manteiga e o momento em que podemos faturar".

Parnell acrescenta que "a empresa deve proteger a si mesma e que o problema está no fato de que esses testes não garantem qualquer proteção".

Mesmo após a FDA (a agência que regula o setor de remédios e alimentos, nos EUA) ter aberto uma investigação e ter forçado a companhia a retirar todos os produtos potencialmente contaminados, Parnell pediu aos funcionários da FDA, em um e-mail enviado em janeiro, que permitissem que seu grupo continuasse, normalmente, suas atividades.

Citando documentos internos da empresa, o presidente da Subcomissão de Supervisão e Investigação da Câmara de Representantes, o democrata Bart Stupak, disse hoje que lotes de manteiga de amendoim produzidos pela PCA foram testados e deram positivo para salmonela 12 vezes desde 2007.

Essa contaminação aconteceu na fábrica da PCA em Blakely (Geórgia, sul) e pelo menos 550 pessoas já teriam ficado doentes. Além disso, há suspeita de que o produto tenha provocado oito mortos em 43 estados.

O FBI iniciou uma investigação criminal contra a PCA, e seus agentes intervieram na sede da empresa e em sua fábrica na Geórgia.

Na segunda-feira, as autoridades fecharam uma outra fábrica da PCA, localizada no Texas, após a detecção de salmonela.

Parnell se negou a testemunhar, hoje, na Subcomissão da Câmara, que dedicou uma audiência ao tema. Ele invocou a 5ª emenda da Constituição americana, que lhe dá o direito de não testemunhar contra si mesmo.

js/tt

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