Mesmo após derrota no leilão, as construtoras Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez podem ser chamadas a integrar o projeto de Belo Monte como contratadas do consórcio vencedor. A avaliação é de fontes próximas do governo, que não veem condições de concluir a obra sem a participação das maiores empresas do setor.

Mesmo após derrota no leilão, as construtoras Odebrecht, Camargo Correa e Andrade Gutierrez podem ser chamadas a integrar o projeto de Belo Monte como contratadas do consórcio vencedor. A avaliação é de fontes próximas do governo, que não veem condições de concluir a obra sem a participação das maiores empresas do setor. "As três empresas participam do projeto desde o início, não tenho dúvida de que serão chamadas", resumiu uma fonte da Eletrobrás.

Odebrecht e Camargo Correa desistiram do leilão há uma semana, alegando que não viam atratividade no projeto, diante das condições estabelecidas pelo governo. Já a Andrade Gutierrez integrava o consórcio que perdeu a disputa de ontem. As três empresas - principalmente as duas primeiras - acompanharam de perto todo o desenvolvimento da usina, desde a década de 1970.

"São as únicas que sabem como construir esta usina", concorda o analista de energia da Corretora Ativa, Ricardo Corrêa. O consórcio vencedor conta apenas com a Queiroz Galvão, que tem experiência em hidrelétricas menores: a maior das sete usinas hidrelétricas de seu portfólio tem 390 megawatts (MW) de potência, ante os 11,2 mil MW de Belo Monte. E, mesmo assim, a empresa pode deixar o consórcio, por divergências com relação ao preço apresentado.

Para o presidente da Chesf, Dilton da Conti, porém, não há dependência dos três maiores grupos nacionais. "Nós não somos obrigados a contratar ninguém. Vamos decidir quem vai fazer parte deste negócio pela capacidade que a companhia tiver", afirmou. "Esta é a terceira maior usina do mundo. E leva o contrato quem tem condições de tocar adiante este empreendimento." As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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