RIO - O emprego industrial recuou 0,1% em maio no confronto com o mês anterior, quando caiu 0,3%, na série com ajuste sazonal. Para o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a taxa ficou praticamente inalterada, acompanhando o quadro de estabilidade verificado para a atividade industrial neste ano.

Em relação a maio de 2007, houve, contudo, expansão de 2,1%, marcando uma seqüência de 23 aumentos. Nos cinco primeiros meses deste exercício, a elevação foi de 2,8%. Em 12 meses, viu-se acréscimo de 2,7%.

A ampliação de 2,1% em maio em relação ao ano passado refletiu a expansão no contingente de pessoal em 9 dos 14 locais investigados pelo organismo, com destaque para São Paulo, onde o emprego na indústria subiu 3,9%, acompanhado por Minas Gerais (3,5%).

Considerando o total do país, 12 dos 18 segmentos pesquisados expandiram o quadro de pessoal ocupado, como máquinas e equipamentos (10,7%), meios de transporte (9,7%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (12,3%), produtos de metal (8,6%) e alimentos e bebidas (2,9%). Calçados e artigos de couro, vestuário e têxtil, contudo, promoveram enxugamentos.

Entre janeiro e maio, 11 áreas e 11 ramos contribuíram para a ampliação no pessoal ocupado. São Paulo novamente se sobressaiu, com 4,3% de aumento. Em termos setoriais, com acréscimo de dois dígitos, chamaram a atenção máquinas e equipamentos (13,1%), meios de transporte (10,9%), máquinas e aparelhos eletroeletrônicos e de comunicações (13%).

O IBGE mostrou ainda que o valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria subiu 0,8% em maio após queda de 1,4% um mês antes. Ante maio de 2007, a alta foi de 7%. No acumulado do ano, foi verificado aumento de 6,4%.

Quanto ao número de horas pagas aos trabalhadores, houve queda de 0,7% ante abril, mas incremento de 1,6% perante maio do calendário anterior. Do começo de 2008 até maio, a alta correspondeu a 2,4%.

(Valor Online)

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