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Emprego industrial cai 0,41% em SP

O nível de emprego na indústria paulista caiu 0,41% em outubro, ante setembro, sem ajuste sazonal, segundo dados divulgados ontem pela Federação da Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp). Essa é a primeira queda para o mês desde 2003, quando o recuo foi de 0,63%.

Agência Estado |

No mês, o resultado significou o corte de 10 mil postos de trabalho. A queda se manteve mesmo no resultado com ajuste sazonal: 0,13%.

Ainda assim, de janeiro a outubro o emprego da indústria paulista acumula alta de 7,28%, com saldo de 59 mil vagas criadas. O nível de emprego também cresceu em relação a outubro do ano passado: 3,6%. Este é também o primeiro mês em que a maioria dos 21 segmentos da indústria apresentou redução nos postos de trabalho.

Dez setores demitiram, cinco contrataram e seis mantiveram o emprego estável, o que só costuma ocorrer nos dois últimos meses do ano, com o fim da safra da indústria sucroalcooleira. Desde janeiro, a maior parte do segmento vinha apresentando mensalmente contratações de empregados.

Preocupada com os efeitos da crise mundial sobre a economia do País, a indústria paulista antecipou um movimento esperado só para novembro e dezembro: começou a diminuir os turnos de produção e a dispensar empregados temporários. Embora os números não sejam considerados trágicos, eles traduzem uma tendência que preocupa a indústria paulista, que é a redução do emprego de forma disseminada.

"O emprego em outubro não foi bom como nos meses anteriores, nem terrível como alguns analistas esperavam", diz o diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Francini. "Mais do que o valor numérico, a importância do resultado fica realmente na alteração do padrão do comportamento do emprego. Temos agora uma tendência de queda no nível de emprego, uma inflexão na curva", acrescentou.

Segundo Francini, ainda não é possível prever em que padrão a produção industrial vai se estabilizar, mas a demissão de trabalhadores desde já traduz o início de uma fase de transição "conturbada", que inclui reprogramação de produção e administração de estoques. O último resultado do Indicador do Nível de Atividade (INA) da indústria paulista, de setembro, não apresentou redução, e a prévia de outubro indica estabilidade.

Nem mesmo a desvalorização do real ante o dólar nos últimos dois meses justificou a manutenção dos empregos da indústria no Estado. A Fiesp admite que a indústria será beneficiada por um câmbio mais competitivo, mas a volatilidade cambial permanece, o que dificulta o planejamento dos empresários. Além disso, o real desvalorizado não alivia a expectativa de um ano com menor demanda.

"A noite está tão fria, chove lá fora", afirmou Francini, comparando o desempenho da economia mundial ao samba de Tito Madi. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

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