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Emprego formal no país registra recorde em julho, mostra Caged

BRASÍLIA - A safra agrícola recorde e o boom imobiliário embalaram números históricos para o emprego formal em julho e nos primeiros sete meses do ano. O saldo entre novas vagas e desligamentos foi o maior para um mês de julho, com 203.218 postos de trabalho gerados. A criação de empregos acumulada no ano somou 1,564 milhão, também o melhor resultado em 13 anos, e 27% superior ao recorde anterior, de 1,236 milhão em período igual de 2004.

Valor Online |

Os dados divulgados hoje pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho apontam ainda que, em 12 meses até julho, as novas vagas com carteira assinada totalizavam 1,959 milhão.

O saldo de julho teve um incremento de 60% sobre os 126.992 empregos líquidos de julho de 2007. O ministro do Trabalho, Carlos Lupi, voltou a destacar o forte dinamismo da economia no ano para justificar a boa empregabilidade, citando que todos os oito setores pesquisados apresentam números positivos de janeiro a julho, com cinco deles registrando recordes: agricultura, serviços, construção civil, comércio e administração pública.

No caso da construção civil, que nunca teve um ano tão forte, segundo Lupi, não é só a explosão imobiliária com farto crédito que aqueceu o setor de aquisição da casa própria. O ministro destacou as grandes obras de infra-estrutura do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), cujas contratações deslancharam este ano.

Além disso, continuou ele, há grandes investimentos estrangeiros na rede hoteleira com a construção de hotéis e resorts, principalmente no Nordeste.

Lupi destacou que, no mês passado, apenas Roraima e Mato Grosso do Sul tiveram saldos negativos de emprego formal, por conclusão da colheita agrícola. Em contrapartida, nove Estados bateram seus próprios recordes para o mês desde o início da série do Caged em 1995, como Ceará, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Paraná.

Entre janeiro e julho, o setor de serviços cresceu 4,29% sobre o período anterior e acumulou 490.105 postos. A indústria de transformação, com 355.396, subiu 5,07%. A agricultura teve um total de 271.970 postos, a maior variação do intervalo com 18,14%. A construção civil teve incremento de 15,18% e criação de 232.231 empregos. O comércio acumulou 157.415 com alta de 2,43% e o setor público adicionou 39.263 postos, acréscimo de 7,31%.

(Azelma Rodrigues | Valor Online)

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