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Emprego formal em setembro fica aquém do esperado

Emprego formal em setembro fica aquém do esperado

Reuters |

Por Isabel Versiani

BRASÍLIA (Reuters) - A geração de empregos com carteira assinada ficou abaixo do esperado pelo governo em setembro, movimento que o Ministério do Trabalho e Emprego atribuiu a um volume maior que o normal de demissões de trabalhadores agrícolas temporários em Minas Gerais e São Paulo.

A criação de vagas formais somou 246.875 postos no mês passado, o quarto maior valor para setembro da série histórica. Há um mês, o ministro do Trabalho, Carlos Lupi, havia previsto que o dado superaria o recorde de 282.841 apurado em setembro de 2008.

Apesar do recuo, Lupi afirmou nesta terça-feira que o número não indica desaquecimento e previu que em outubro e novembro os dados de emprego levantados pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) voltarão a bater recordes para o mês. Em dezembro, tradicionalmente há perda líquida de vagas.

"Está muito aquecido o mercado", disse Lupi a jornalistas, acrescentando que mantém a projeção de criação de 2,5 milhões de empregos no ano.

No acumulado até setembro, a geração de empregos formais soma 2,201 milhões, dado recorde.

No setor agrícola houve perda de 22.937 vagas em setembro. O recuo é sazonal e está relacionado à entressafra do café no Centro-Sul, mas este ano as demissões no setor ficaram um pouco acima do esperado, segundo Lupi.

Em Minas Gerais e São Paulo houve perda líquida de 26.157 vagas no cultivo de café.

Em todos os demais setores da economia houve crescimento de emprego no mês passado, com destaque para o comércio, em que a criação de 55.051 vagas foi recorde para o mês.

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