O número de empregos formais no País sofreu uma redução de 0,13% em novembro deste ano, quando comparado com o mês imediatamente anterior. A queda representa 40.821 a menos no mercado de tranalho formal. Os dados são do Cadastro Geral de Empregos (Caged) divulgado nesta segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.

A última vez em que houve retração no número de empregos num mês de novembro foi em 2002, no final do governo Fernando Henrique Cardoso. Apesar do dado negativo, o ministro Carlos Lupi espera fechar o ano batendo o recorde de 2007, quando 1,9 milhão de empregos foram criados. Até agora, o saldo de empregos formais está na casa dos 2,1 milhões.

"Como já tivemos uma retração em novembro, e em outubro a expansão não foi tão grande, acredito que a redução já normal de dezembro será menor e vamos bater o recorde de 2007", disse.

Lupi explicou que a queda dos empregos em dezembro se dá devido ao grande número de contratos temporários que são realizados no segundo semestre. Em 2006, a queda foi de 317 mil vagas, no ano passado o número ficou em 319 mil.

Questionado sobre os motivos para a redução no número de empregos em novembro, o ministro respondeu que os efeitos da crise internacional começam a ser sentidos no País. Ele destacou o setor agrícola, que no fim do ano dispensa trabalhadores e a indústria agrícola e de transformação, principalmente a automobilística, que conseguiu fazer um grande estoque até setembro e ampliou as dispensas na fase aguda da crise.

O cenário é revelado pelos dados setoriais. Na indústria de transformação a redução de vagas chegou a 80,7 mil (-1,07%), na agricultura a queda foi 50,5 mil postos (-2,97%). Ainda houve queda da ordem de 1,24% na construção civil, o que representa menos 22,7 mil postos de trabalho.

Os setores que deram certo alívio à balança foram o do comércio, com ampliação de 77,8 mil postos (+1,15%) e de serviços com 39,2 mil novas vagas, um crescimento de 0,32%, sempre em relação a outubro de 2008.

Lupi ainda previu uma redução no número de postos de trabalho a serem criados em janeiro e fevereiro, mas com balanço positivo. Segundo ele, a partir de março a situação deve começar a se regularizar e ele espera que 2009 feche com a criação de mais de 1,5 milhão de empregos.

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