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Emergentes vão defender que G-20 tome lugar de G-7

SÃO PAULO - Juntamente com China, Índia, Rússia e África do Sul, o Brasil irá defender nos próximos dias que o G-20 passe a ser a principal cúpula de chefes de estado do mundo, tomando o lugar ocupado hoje pelo G-7, formado por Estados unidos, França, Itália, Alemanha, Reino Unido, Canadá e Japão. Atualmente, o G-20 tem caráter econômico, abrigando os ministros da fazenda e presidentes dos bancos centrais das 20 maiores economias do mundo.

Valor Online |

Segundo o ministro da Fazenda do Brasil, Guido Mantega, a proposta será debatida neste final de semana entre os representantes do G-20 para depois ser levada à reunião dos presidentes desses países, marcada para a próxima semana, em Washington.

O argumento é que a participação das economias emergentes no PIB mundial é hoje muito mais relevante do que nas décadas passadas, quando os EUA e a Europa dominavam o cenário econômico. "Hoje os emergentes representam 75% do crescimento do PIB no mundo e é necessário o aumento da participação desses países em organismos como Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Mundial, hoje comandados pelos países avançados", disse Mantega.

Ele garantiu que os membros do grupo chamado de BRIC (Brasil, Rússia, Índia e China) têm condições financeiras de pagar pelo aumento da participação que possuem nesses organismos atualmente. "Não queremos ser apenas tomadores de cafezinho", alfinetou o ministro.

Mantega afirmou que outra possibilidade seria dar uma "anabolizada" no G-7, mediante a entrada de seis ou sete países emergentes no grupo. Ele disse que isso poderia ocorrer se membros do G-7 tivessem interesse de integrar os países em desenvolvimento na cúpula, caso que, segundo ele, já ocorre com França e Itália.

O ministro também criticou o FMI e o Banco Mundial ao falar sobre a crise financeira internacional. Segundo ele, esses organismos falharam na fiscalização das operações realizadas no sistema financeiro e que levaram à eclosão da crise. A seu ver, é necessário repensar a atuação desses órgãos, o que passa obrigatoriamente pela integração de novos membros com voz ativa.

Outro consenso entre os emergentes, segundo Mantega, é de que as medidas adotadas pelos países ricos para conter a proliferação da crise são insuficientes. Ele recomendou, como exemplo, uma compra mais acelerada dos ativos podres por parte dos governos, o que daria fôlego para os bancos retomarem a oferta de crédito.

"O crédito está voltando muito vagarosamente e tememos um retração da atividade econômica mundial. Nossa preocupação maior é minimizar o impacto para os emergentes", completou o ministro.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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