O Banco Mundial aceitou ontem oferecer às economias emergentes maior poder de voto na instituição financeira, colocando a China em terceiro lugar, atrás dos Estados Unidos e do Japão. O acordo aumentará os votos dos países em desenvolvimento em 3,13%, contribuindo com US$ 1,6 bilhão em recursos do Banco Mundial.

O Banco Mundial aceitou ontem oferecer às economias emergentes maior poder de voto na instituição financeira, colocando a China em terceiro lugar, atrás dos Estados Unidos e do Japão. O acordo aumentará os votos dos países em desenvolvimento em 3,13%, contribuindo com US$ 1,6 bilhão em recursos do Banco Mundial. Agora, os emergentes terão 47,19% de poder de voto na instituição. A participação do Brasil subirá de 2,06% para 2,24%. Essas mudanças estavam previstas desde a reunião realizada em outubro, na Turquia, e foram endossadas ontem pelos 186 países que integram o Bird. Os países membros também fecharam acordo para aumento de capital de US$ 5,1 bilhões para o banco, o primeiro em mais de 20 anos. "Nós podemos nos sentir orgulhosos de que concluímos acordos sobre um programa de uma transformativa reforma financeira e diretiva, junto com novo capital para o Banco Mundial e uma fórmula mais representativa de participação", disse o secretário do Tesouro dos EUA, Timothy Geithner, antes da reunião que aprovou as medidas. Ele também afirmou que os EUA, que têm a maior parcela no Banco Mundial (16,4%), não buscarão aumentar seu poder de voto sob uma fórmula de votação revisada, e disse que ela será feita para melhor refletir a importância econômica dos países em desenvolvimento. O secretário disse que o Banco Mundial merece mais capital para ajudá-lo em esforços como a assistência ao desenvolvimento da agricultura no Afeganistão e em situações emergenciais como o auxílio ao Haiti. Quanto ao aumento de capital, Geithner disse acreditar que a instituição fez "uma forte e atrativa defesa" para o montante de US$ 5,1 bilhões e que pediria ao Congresso americano a aprovação da parte do país.

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