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Emergentes divergem sobre política fiscal

O presidente do Banco Mundial, Robert Zoellick, revelou ontem que há discordâncias entre os países emergentes, e até dentro de alguns deles, como o Brasil, sobre o papel da política fiscal no combate à crise econômica e financeira. Sobre a aplicação desse tipo de política no Brasil, Zoellick disse: Parece que é um tema de discussão entre os participantes no Brasil (na reunião do G-20 em São Paulo), e por isso eu prefiro não entrar nele.

Agência Estado |

Os participantes brasileiros no G-20 são as equipes do Ministério da Fazenda, que vem se mostrando favorável à tese do impulso fiscal, e do Banco Central (BC), que teoricamente poderia sofrer o efeito colateral desse tipo de iniciativa, que são as pressões inflacionárias.

O presidente do Banco Mundial observou que alguns países emergentes, como a China, têm amplo espaço para estimular a economia com maiores gastos governamentais - o impulso fiscal -, já que têm grandes superávits orçamentários e nas contas externas. No caso de países como o Brasil e o México, ele notou que o uso da política fiscal tem de ser "disciplinado", já que esses países "tiveram conquistas em termos de maior estabilidade orçamentária e fiscal pelas quais tiveram de lutar duramente".

De qualquer forma, para Zoellick, qualquer expansão fiscal em países emergentes deve ocorrer ou na área social ou na de infra-estrutura. Ele lembrou como a China combateu tendências deflacionárias no final da década de 90 com pesados investimentos em infra-estrutura, que a fizeram multiplicar sua rede de rodovias de 10 mil para 50 mil quilômetros. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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