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Emenda prevê auditoria no Fed e limite para bancos

O Senado americano se preparava para votar ontem à noite duas emendas polêmicas à Lei de Reforma Financeira que está sendo debatida no Congresso: uma prevê auditoria no Fed, o banco central americano, e a outra exige o encolhimento de vários bancos. A emenda do senador Bernie Sanders estabelecia que o Congresso americano passasse a ter direito de fazer auditoria sobre as transações do Fed.

AE |

O Senado americano se preparava para votar ontem à noite duas emendas polêmicas à Lei de Reforma Financeira que está sendo debatida no Congresso: uma prevê auditoria no Fed, o banco central americano, e a outra exige o encolhimento de vários bancos. A emenda do senador Bernie Sanders estabelecia que o Congresso americano passasse a ter direito de fazer auditoria sobre as transações do Fed. O presidente do Fed, Ben Bernanke, enviou carta ao Congresso criticando a emenda, dizendo que iria limitar a independência do banco e torná-lo vulnerável a considerações políticas na hora de determinar taxas de juros e outras medidas de política monetária. Pressionado pelo senador Chris Dodd, autor da Lei de Reforma Financeira, Sanders concordou em fazer modificações na emenda. Agora, a medida se limita a prever auditoria sobre a atuação do Fed na crise financeira, em 2008 e 2009, e os critérios usados pelo banco central americano para conceder empréstimos a instituições financeiras. O Fed seria obrigado, pela primeira vez, a revelar os beneficiados pela assistência de mais de US$ 2 trilhões concedida durante a crise. A medida exclui qualquer auditoria sobre a política de juros do banco. Com a modificação, Dodd se tornou "patrocinador" da emenda junto com Sanders, o que aumentava a possibilidade de aprovação. "O povo americano quer transparência no Fed", disse Sanders. "O fato de o Fed ter emprestado trilhões de dólares dos contribuintes e nós não sabermos quem recebeu esse dinheiro - ninguém pode achar que isso faz sentido". A outra emenda, dos senadores Sherrod Brown e Ted Kaufman, tinha mais dificuldade de ser aprovada, pois enfrenta resistência dos bancos e de senadores ligados ao lobby financeiro. A emenda limita o passivo de cada banco, excluídos depósitos segurados pelo governo, a 2% do PIB, ou cerca de US$ 280 bilhões. Nove dos maiores bancos americanos, incluindo Citigroup, Bank of America e JPMorgan Chase, teriam de reduzir seu tamanho em 40%, caso a emenda for aprovada. A medida também limita o banco a não deter mais de 10% dos depósitos segurados dos EUA. Ontem, foi aprovada uma emenda que aumenta as taxas pagas por bancos maiores para o fundo do Federal Deposit Insurance Company, que reembolsa correntistas em caso de quebra de um banco. A Lei de Reforma Financeira deve ser debatida por mais uma ou duas semanas, e depois votada no Senado. Se aprovada, precisa ser "fundida" com a lei de reforma financeira aprovada pela Câmara em dezembro. Essa lei unificada é votada de novo e, se aprovada, torna-se lei com a assinatura do presidente Barack Obama.

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